Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 27/10/2018

O bullying, também chamado de intimidação sistemática, é uma forma de violência intencional e repetida que tem crescido cada vez mais nas escolas brasileiras. Para combatê-lo, foi sancionada, em 2017, a lei 13185 popularmente conhecida como ‘’lei anti-bullying’’. Embora essa lei esteja em vigor desde 2016, a intimidação persiste no país. Seja pela negligência escolar ou pela omissão familiar.

Nessa perspectiva a Lei de Combate ao Bullying, que fixa que é dever do estabelecimento de ensino assegurar medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate à violência e à intimidação sistemática. Entretanto, as escolas estão mais preocupadas em ensinar conteúdos, ao invés de contribuírem no ensino de valores morais e éticos básicos, que dever nortear todas as relações interpessoais. Todavia, nas escolas é comum encontrar crianças que sofrem bullying, por sua aparência física ou orientação sexual, que consequentemente podem ter transtornos mentais.        É notável que na sociedade hipercapitalista, os pais precisam ficar mais tempo no trabalho do que educando os filhos. E enquanto não trabalham, ainda não estão realmente com os menores. De acordo com Zygmunt Bauman, a modernidade líquida afeta os vínculos familiares, afastando os membros, como exemplo, os filhos ficam isolados em seus quartos mexendo em aparelhos eletrônicos e não aprendendo valores morais e éticos com os pais. Assim, a falta de referência contribui para pouca empatia e o aumentos de casos de bullying.

Portanto, é imprescindível que o Ministério da Educação em parceria com as prefeituras e junto com as secretárias municipais de educação, fiscalize se as escolas estão cumprindo o dever estabelecido pela lei anti-bullying, com o fito de fazer valer a lei. Além disso, cabe a ONG’s em parceria com a mídia ressaltar a importância da família na educação dos filhos. E desse modo a intimidação sistemática deixe de fazer parte das escolas brasileiras.