Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 30/10/2018

O ano de 2011 foi marcado pela “Tragédia de Realengo”. A fatalidade ocorreu em uma escola do Rio de Janeiro, realizada por um jovem que sofria discriminação, agravado pelo surto psicológico, objetivou o homicídio de dezenas de adolescentes. Entretanto, infelizmente, mesmo com o vivenciado por essa escola, nota-se a persistência do “Bullying” no Brasil. Nesse aspecto, cabe salientar, o individualismo do ser contemporâneo, bem como os danos causados à vítima. Assim, convém analisar as medidas mitigadoras dessa problemática.

É indubitável que na composição do Brasil há existência de várias etnias devido à extensa diversidade de povos que imigraram durante a colonização. Ademais, com o conceito de Modernidade Líquida, do sociólogo Zygmunt Bauman, “as relações transformam-se, tornam-se voláteis na medida em que os parâmetros concretos de classificação dissolvem-se”, trata-se da individualização do mundo. Analogamente, a extinção do sentimento empático atinge também crianças e jovens, nota-se nas escolas com a exterioridade da falta de compreensão diante das diferenças: físicas, econômicas e culturais, intrínsecas da sociedade atual. Por esses motivos, acabam por existir, menos afeto nas relações sociais em detrimento da felicidade dos oprimidos. Concomitantemente a isso, a manifestação de ofensas acarretam diversas adversidades na vida dos humilhados. Similarmente, ao filósofo prussiano Immanuel Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, objetiva a importância do aprendizado para a formação do cidadão. Porém, no cenário analisado, o ambiente escolar que deveria contribuir para a evolução dos alunos, atua de forma incisiva e descaracteriza sua imagem para o violentado. Nessa perspectiva, o aluno pode sofrer por não conseguir dar continuidade na vida estudantil, do mesmo modo com a criação de problemas psicológicos: depressão, anorexia e bulimia. Com efeito, é importante enfatizar a necessidade de intervenções políticas que objetivem a resolução desses empasses.

Evidencia-se, portanto, que a persistência do “Bullying” apresenta um impasse na educação do país. Logo, o Governo Federal, junto com o Ministério da Educação, deve atuar em conjunto com as entidades educacionais na intensificação da abordagem do tema em seus espaços, difusão de reflexões por meio de projetos pedagógicos que contemplem ações como: oficinas e palestras, na busca de reformular as concepções equivocadas dos educandos. Igualmente, com o apoio da mídia, disseminar ideias e informações com o objetivo de integrar a família, assim como a promoção de projetos de debates e exposição de denúncias para conscientizar a população. Em suma, situações trágicas como a de Realengo, somente participaram do passado devido à humanização da sociedade.