Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 30/10/2018
Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à dignidade e à harmonia social. Conquanto, em razão dos elevados índices de bullying nas escolas, e dos efeitos que os mesmo causam na vida dos envolvidos, é perceptível que esse direito não é satisfatoriamente exercido na prático. Desse modo, cabem ser avaliadas as principais causas, bem como as consequências desse tumor na sociedade atual.
Em primeira plano, convém ressaltar que, apesar de ocupar a nona posição entre as economias mundiais, o Brasil não possui investimentos concretos quanto a extinção de preconceitos em sua sociedade, e o resultado desse descaso é claramente refletido nos principais argumentos discriminatórios utilizados na prática de bullying. De modo que, de acordo com uma pesquisa realizada pelo site ABRACE, os maiores índices de discriminação estão ligados à homossexualidade e ao racismo. Dessa forma, evidencia-se a urgência de medidas que visem a educação escolar acerca do respeita às diferenças.
Além disso, como já teorizado por Claude Lévi-Strauss, a interpretação adequada do coletivo ocorre por meio do entendimento das forças que estruturam a sociedade, como eventos históricos e as relações sociais. Sob essa perspectiva, faz-se mister salientar o distanciamento entre pais e filhos como impulsionador do problema. Tendo em vista que, apesar de a pós-modernidade ter proporcionado maior liberdade, principalmente feminina, da gestão do lar, as negligências quanto ao acompanhamento escolar dos filhos potencializa as chances, tanto para o sofrimento quanto à prática do bullying nas escolas, o que pode provocar diversas patologias que prejudicaram a vida desses jovens, como depressão e ansiedade.
Torna-se evidente, portanto, que a persistência do preconceito na sociedade e a desassistência família na educação dos filhos favorecem a prática de bullying. Dessa maneira, urge que o Ministério da Educação, em parceria às secretarias municipais e estaduais, promovam a desconstrução de preconceitos nas escolas, por meio de amostras realizadas por alunos acerca da história da segregação, social, racial e de gênero vigente na sociedade atual, a fim de que os argumentos utilizados para a prática de bullying entrem em desuso. Além disso, cabe aos meios de comunicação, em parceria a orgãos públicos, criar campanhas publicitárias que visem a conscientização familiar acerca da sua importância no combate à segregação escolar.