Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 31/10/2018

O bullying é a prática de atos violentos, intencionais e repetidos contra uma pessoa indefesa que ocorre principalmente nas escolas e está sendo cada vez mais comum na sociedade. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), 50% das crianças e dos jovens são afetados no mundo, causando consequências em termos do desenvolvimento, da socialização e do revanchismo.

Ainda que esteja em vigor desde 2016, a Lei Anti-Bullying não está impedindo de que a intimidação sistemática continue no Brasil. Um dos motivos é a frágil atuação na escola em combater o problema e isso coloca o país em quarto lugar da maior prática, segundo o Funda das Nações Unidas para Crianças (Unicef). Antes de mais nada, essa não intervenção escolar, muitas vezes, não é realizada devido a professores ou diretores reduzirem tal ato apenas em uma brincadeira e que os envolvidos devem se resolver, instigando indiretamente o agressor a continuar, pois não foi reprimido, e a vítima a calar-se por causa do medo. Como efeito, o atingido pode acabar tendo transtornos físicos e psicológicos, evitar de ir à escola, se isolar socialmente e até mesmo se tornar agressivo para que as provocações parem, uma vez que ninguém fez nada para ajudá-lo, o que prejudica o seu progresso social e intelectual.

Sob o mesmo ponto de vista, um exemplo dessa atitude de revidar o bullying é evidenciado na história em quadrinhos ‘‘Turma da Mônica’’: o personagem Cebolinha esconde o brinquedo favorito da Mônica e a chama de apelidos desagradáveis, fazendo com que ela fique estressada e acabe batendo nele. Semelhantemente, na vida real, um homem de 23 anos no Rio de Janeiro em 2011 foi até ao colégio em que sofreu insultos com 2 revólveres carregados, matou 12 alunos e se matou em seguida. De certo, isso mostra que os efeitos dessa violência sem uma ajuda externa pode levar a casos estremos como esse, além de os agredidos ficarem mais propícios a terem depressão e cometerem suicídio, sendo imprescindível que a família converse com os filhos para verificar sinais de possíveis problemas, como agressividade e isolamento. Logo, é vital que haja melhoria nesse cenário.

É necessário, portanto, que o Ministério da Educação, juntamente com as secretarias municipais, contrate psicólogos para as instituições de ensino por meio de concursos a fim de realizar rodas de conversa com os estudantes para resolver infortúnios coletivos de classe ou pessoal, visto que solucionar a situação com diálogo evita a ‘‘justiça’’ com as próprias mãos. Outrossim, os professores precisam promover trabalhos apresentados pelos alunos e debates em sala e em eventos com a presença do núcleo familiar com o intuito de divulgar a seriedade da problemática e reprimir a atitude, cumprindo com a lei. Assim, os efeitos do bullying na sociedade serão amenizados.