Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 30/10/2018
O bullying é caracterizado por ser uma violência intencional e repetitiva. Com o intuito de combate-lo, em 2015 foi sancionada a ‘‘Lei anti-bullying’’, entretanto, esse problema social continua persistente. Nesse contexto, deve-se analisar o papel da omissão familiar e negligência escolar, potencializando essa problemática.
Em primeiro lugar, a falta da participação dos pais na educação de seus filhos, configura como principal causa pela prática de bullying. Isso ocorre, porque as famílias tem passado cada vez mais tempo fora, e ao chegar em casa, permanecem vidradas em seus smartphones. Em consoante com o pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman, observa-se uma modernidade cada vez mais líquida, que afeta também os vínculos familiares, dessa forma, as crianças não recebem referências éticas e morais, desenvolvendo maleficamente um sentimento de autonomia e falta de empatia.
Além disso, de acordo com a ‘‘Lei anti-bullying’’, a escola deve assegurar medidas de conscientização e combate às intimidações dentro de sala de aula. Entretanto, o modelo pedagógico vigente, ao invés de ensinar valores para nortear relações interpessoais, ensina apenas conteúdos a serem cobrados em provas. Logo, em paralelo com sociólogo Pierre Bordieu, os jovens que praticam essa violência, acabam naturalizando e reproduzindo essas ações, por já estarem enraizadas em suas estruturas sociais.
Fica evidente, portanto, a necessidade de transformações do âmbito escolar e familiar. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com pedagogos, deve realizar uma reforma curricular do ensino, incluindo na grade escolar disciplinas de ética e cidadania, ensinando valores morais. Ademais, as instituições de ensino devem enviar atividades que exijam a interatividade dos pais, ressaltando a importância dos mesmos na educação dos filhos, para dessa forma, verdadeiramente colocar em prática a ‘‘Lei anti-bullying’’ no Brasil.