Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 30/10/2018

A dificuldade de aceitar o diferente está enraizada na cultura da humanidade. As consequências de tal rejeição são vastas, e vão desde doenças psicossomáticas até o suicídio. Ambientes violentos, falta de rigor dos responsáveis e ausência familiar são alguns dos motivos que podem levar o indivíduo à prática do bullying, situação que se caracteriza por ações agressivas intencionais, de forma repetitiva, contra uma pessoa ou um grupo de pessoas, que ocasionem danos físicos e/ou psicológicos.

Levando-se em consideração que o número de jovens aumenta a cada ano, e que esse é o maior público predisposto ao bullying, segundo o IBGE, no ano de 2015, 2 em cada 10 o praticaram. Em sua maioria, são jovens que convivem em ambientes violentos e limitados de afeto, caracterizados por serem de baixa autoestima, e, então, para se sentirem melhores e mais aceitos no meio em que vivem, menosprezam de diversas formas àqueles que julgam mais fracos.

Outrossim, a falta de rigor, tanto no ambiente familiar, quanto escolar, propiciam para que não haja uma extinção, ou, pelo menos, diminuição dos casos de intolerância. E por tal motivo, cada vez mais, se vê a reviravolta das vítimas, como aconteceu no episódio conhecido como “Massacre de Realengo”, em que um rapaz de 23 anos invadiu o colégio que estudou e matou 11 crianças, com o intuito de acabar com esta prática, causando mais violência.

Ademais, a ausência familiar é mais um dos motivos que piora o quadro de ambos os lados: agressor e agredido. Como já citado, o agressor sem o acompanhamento da família, torna-se cada vez mais violento, e o agredido, cada vez mais vulnerável. De acordo com os dados do Mapa da Violência 2017, exposto pela BBC Brasil, a taxa de suicídio entre os jovens aumenta 10% desde 2002, e entre os motivos de tal realidade comovente, encontra-se o bullying.

Fica evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para cessar essa cultura tão personalizada do que pode ou não ser aceito pela sociedade. O âmbito familiar tem o papel de observar as atitudes dos jovens e conscientizá-los, junto à mídia, sobre respeito e empatia com o próximo, além de palestras educativas e acompanhamentos psicológicos promovidos pelas instituições de ensino, sem esquecer da importância da aplicação de penalidades sob os que agredirem, de qualquer forma, outras pessoas. Se tais propostas forem levadas a sério, o indivíduo viverá mais harmoniosamente com a sociedade, e, principalmente, consigo mesmo.