Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 01/11/2018

O psicólogo sueco, Dan Olweus, foi o criador do termo “bullying”, classificando-o como uma prática de agressões, físicas ou psicológicas, repetitivas e imotivadas. Atualmente, no Brasil, a sua deficiente prevenção origina problemas psíquicos em grande parte da população. Outrossim, na maioria dos casos, essa violência ocorre no ambiente escolar, instigada pela competitividade e pelos padrões entre os jovens. Dessa forma, torna-se evidente que os desafios no combate ao bullying estão ligados tanto à omissão de muitas escolas, quanto à falha no reconhecimento das vítimas.

Hodiernamente, no país, a displicência escolar favorece essa violência. Em virtude de uma viés mercadológico, o qual a imagem da instituição não deve apresentar escândalos ou reportagens negativas, a intimidação sistemática se propaga devido a uma falha em seu combate. Assim, o psicólogo sueco, Dan Olweus, alega que essas práticas geram problemas psicológicos graves, como síndrome do pânico e ansiedade. Contudo, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), além da família e do Estado, é dever da escola proteger a criança. Portanto, essa pretere sua função de garantir o bem-estar de seus alunos, ao não garantir punições, divulgação e não promover meios de prevenção, e fomenta doenças psíquicas na vida da criança.

Ademais, é importante ressaltar que a identificação do bullying é deficiente. Segundo a psicóloga brasileira, Ciomara Shcneider, as vítimas, frequentemente, apresentam queda no rendimento escolar e mudanças de comportamento, como introversão. Além disso, Shcneider também declara que o medo de agravar a situação contribui para que muitos jovens não exponham as agressões. Entretanto, apesar de apresentarem os sinais, seu reconhecimento é falho, em razão da ineficácia das punições, a qual gera ainda mais insegurança aos envolvidos. Porquanto, em 2016 foi instituída a lei 13.185, com o objetivo de prevenir e combater essa intimidação, todavia, sua divulgação é precária, tornando-a ineficiente.  Por conseguinte, essa violência é intensificada, através da negligência estatal em garantir a efetivação da lei, a qual agrava as consequência supracitadas.

É indubitável, portanto, que existem diversos desafios para o combate ao bullying no Brasil. Para amenizar essa problemática, é necessário que o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca), em parceria com as grandes mídias, promova uma campanha contra a intimidação sistemática. Esse processo se dará por meio da divulgação, na tv aberta e no horário nobre, da lei 13.185 e dos meios de identificação das vítimas, além da inserção de psicólogos em todas as escolas do país. Dessa modo, será possível atenuar essa repressão e promover a efetivação dos direitos dos jovens, garantindo, assim, uma sociedade mais complacente.