Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 05/04/2019
No livro “Extraordinário” de Raquel Jaramillo, ficou marcado pelo seu viés de destacar o bullying, no qual seu principal personagem sofre discriminação no ambiente escolar, por ter uma doença considerada rara. De modo semelhante à obra, o Brasil enfrenta dificuldades no combate ao bullying nas instituições de ensino em todo país. Nesse sentido, faz-se a urgente alteração desse cenário em que a omissão das escolas e a ausência do núcleo familiar são fatores para essa questão. Primeiramente, vale destacar ás consequências da ausência das instituições de ensino no corpo social. De acordo com a “Teoria da Tabula Rasa” de Jonh Locke, retrata que os indivíduos são preenchidos por experiências positivas e negativas que afetam seu desenvolvimento. A partir dessa visão, decorrente da omissão das escolas sobre o bullying, inúmeras crianças e adolescentes, são alvos rotineiramente de agressões físicas e psicológicas dentro do ambiente escolar, decorrente do preconceito, no qual a inércia desses colégios corrobora para a proliferação da prática. Como consequência dessa inexistência dessas instituições, esses indivíduos se tornam reféns a essa prática. Ocasionando assim, o desencadeamento de problemas psicológicos e de sociabilidade, levando em alguns casos até mesmo ao suicídio.
Além disso, o distanciamento do núcleo familiar contribui para essa problemática. De acordo com o jornal O Globo, cerca de um a cada quatro jovens já foram vítimas de bullying no ambiente escolar, em que por muitas das vezes esses indivíduos tentam-se comunicar com a família para um auxílio, mas são ignorados pelos pais. Tendo como consequência de pouquidade, de atenção familiar, corrobora para um isolamento profundo e enorme vazio existencial. Retratando assim, um darwnismo social, em que esses adolescentes são invisíveis ao meio.
Nesse sentido, portanto, faz-se necessário a adoção de medidas a fim de minimizar esse problema. Podemos citar o Ministério da educação, em promover em toda rede de ensino debates ministrados por psicólogos, com a presença familiar, para discutir a respeito do bullying. Outra articulação possível seria a televisão com seu poder de alcance, levar em horário nobre a discussão a respeito do problema. Para que assim, a visão do “Extraordinário” seja desconstruída.