Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 08/04/2019

Desde o iluminismo, o “século da filosofia”, entende-se – ou deveríamos entender - que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o outro. No entanto, quando se observa o bullying nas escolas do Brasil, certifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Nesse contexto, não há dúvidas que o bullying é um desafio de suma importância para ser combatido no País, configurando um grave problema a ser extinto - seja por negligência governamental, seja social.

Em primeira análise, nota-se que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas da questão. De acordo com o filósofo Aristóteles, a política de uma sociedade deve ser útil de modo que, por meio da justiça, a estabilidade seja alcançada. Sob tal ótica, é possível perceber que no Brasil ainda apresenta porcentagens altas de violência. Segundo pesquisas, cerca de 40% das crianças e jovens já sofreram violência nas escolas por sexualidade, regionalismo e raça, mostrando a persistência da questão.

Destarte, vale destacar o âmbito social e domiciliar como impulsionadores do impasse. Segundo Immanuel Kant, é no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade. De maneira análoga, o filósofo afirma que só através da disciplina e moralidade, chegaremos a uma união social. Assim, é crucial educar as crianças em casa, ensinando-as maneiras de agir e pensar, pois o homem deve aprender sobre os valores, real significado da educação, contudo, atenuará a discrepância da violência.

Portanto, é evidente que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. O Poder Executivo enaltecer a Lei de combate à Intimidação Sistemática, assegurando medidas de conscientização, prevenção, diagnóstico e combate ao impasse. Adjacente ao MEC em conjunto com o Estado, criar leis com os estudantes e responsáveis, regras de disciplinas para a classe em coerência com o regimento escolar, instituir, nas escolas e praças públicas, palestras ministradas por psicólogos e tê-los presentes nas salas de aula, tendo conversas regulares com os alunos e pais, escutando-os atentamente as reclamações e sugestões, orientando-os ao certo e aplicando os deveres aos acusados, assim a frase de Kant surtirá de forma positiva na contemporaneidade.