Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 26/04/2019
O bullying, caracterizado pelo ato compulsivo de humilhar e ridicularizar o seu semelhante, é um fenômeno contemporâneo. Esse transtorno psicossomático, ocorre quando há intenção em ferir o alvo, repetem-se as agressões, existe um público espectador e a vítima concorda com a ofensa. Nessa perspectiva, é uma problemática ascendente que pode acontecer em distintos contextos sociais, principalmente em ambientes escolares e de trabalho. Diante disso, no que diz respeito ás atitudes antissociais do agressor, tem-se a queda do rendimento em qualquer cenário que este atue, de modo a acarretar sérios prejuízos sociais.
A principal causa para essa mazela é, indiscutivelmente, a forte presença de famílias desestruturadas no século XXI. Orson Camargo, colaborador do Brasil Escola, concorda que a falha estrutural familiar influencia na formação social do indivíduo, pois muitas vezes esses cidadãos não aprendem, em suas residências, onde deveriam obter maior instrução, a transformar o ódio em diálogo. Portanto, a convivência desses seres é prejudicada e se reflete, maleficamente, na sociedade na qual estão inseridos, impossibilitando a presença de relações saudáveis e embasadas nos valores morais efetivos, nos quais o respeito às diferenças é um pilar essencial.
Ademais, segundo a Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção a Infância, 41 porcento das vítimas não procuram ajuda. Sem auxílio, os alvos dessa pratica maldosa denominada bullying, acabam por acumular um sentimento de ódio, que influencia na sua autoestima, ou pode também se converter em emoções vingativas, como por exemplo o massacre do Realengo, possivelmente motivado pela inconformação com os maus tratos sofridos durante a vivência escolar do assassino.
Dessarte, é evidente a problemática, porém nada pode ser feito em favor daqueles que sofrem, se a raiz do problema não for exposta, visando controlar e impedir essa prática. Nesse sentido, seguindo o raciocínio do sociólogo Paulo Guedes, se a educação sozinha não transforma a sociedade sem ela tampouco a sociedade evolui. Logo, o Estado deve, por intermédio da educação básica, pois é a raiz de qualquer pensamento ideológico social, a promoção de uma educação totalitária voltada para o declínio das práticas de bullying, por intermédio de programas educacionais, como a implantação de obrigatória de uma matéria voltada ao desenvolvimento psíquico e relações as relações humanas. Sendo assim, a inteligência emocional será ensinada aos jovens e problemas psicossomáticos poderão ser evitados, visando uma sociedade, embutida de princípios éticos e coletivos, mais digna para viver.