Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 04/05/2019
No seriado americano “Todo Mundo Odeia o Chris”, o protagonista Chris Rock passa por diversas situações de discriminação na escola por causa da cor da sua pele. Embora essa referência seja narrada de forma cômica, os efeitos que o bullying causa na sociedade é um assunto grave, já que atinge jovens e crianças em variadas proporções. Sendo assim, analisar a internet como estímulo para o aumento do bullying e as psicopatologias desenvolvidas, em consequência desse ato, nas vítimas, é primordialmente necessário.
A princípio, é importante observar, que a difusão da internet serviu de gatilho para o aumento do bullying. Dessa maneira, um indivíduo, vítima de discriminação nos dias de hoje, não fica limitado apenas a um grupo. Se o motivo da agressão for jogado na rede e o público apoiar, o número de agressores é multiplicado e a repercussão pode ultrapassar as barreiras de um país. Vale lembrar, do caso da menina Julia Gabriele, que tinha apenas 12 anos, quando alguém mal intencionado, pegou fotos em sua rede social e compartilhou a fim de caçoar de certas atribuições físicas da criança. Os ataques que a menina sofreu ganharam notoriedade nacional, o que a tornou uma vítima de inúmeros agressores.
Por conseguinte, as pessoas afetadas por tal ação coercitiva tornam-se propensas a desenvolver distúrbios psicológicos. Segundo uma pesquisa feita pela Universidade de Oxford, 30% dos casos de depressão podem ser atribuídos ao bullying na adolescência. Dessa forma, fica evidente o quanto a violência psicológica pode afetar a vida adulta do ser humano, que além da depressão, pode apresentar sintomas como: ansiedade, isolamento e até suicídio, como foi mostrado na ficção “Os 13 Porquês”, em que a protagonista Hanna Baker cometeu suicídio após repetidas agressões físicas e psicológicas.
É fundamental, portanto, que o Ministério da Educação em parceira com os principais veículos de informação brasileira, divulgue pequenos documentários e comerciais, no horário nobre, para que uma maior parcela da população assista. Assim, conscientizará as famílias e desta forma, parte do problema será sanado no âmbito familiar. Cabe ainda, às escolas, a promoção de palestras e debates com a colaboração dos pais, a fim de que se crie empatia nos alunos e coragem para denunciar atos coercitivos, quando houver necessidade. Desse modo, a sociedade não será mais testemunha de violências como o bullying, e esse ficará restrito apenas à ficção.