Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 15/05/2019
No seriado americano “Todo Mundo Odeia o Chris”, o protagonista Chris Rock passa por diversas situações de discriminação na escola por causa da cor de sua pele. Embora essa referência seja narrada de forma cômica, os efeitos que o bullying causa na sociedade é um assunto sério, já que atinge crianças, jovens e adultos em variadas proporções. Sendo assim, analisar a internet como estímulo para o aumento do bullying e as psicopatologias desenvolvidas, em consequência desse ato nas vítimas, é primordialmente necessário.
A princípio, é importante observar, que a difusão da internet serviu de gatilho para o aumento do bullying. Dessa maneira, um indivíduo, vítima de discriminação nos dias de hoje, não fica limitado apenas a um grupo. Se o motivo da agressão for jogado na rede e o público apoiar, o número de agressores é multiplicado e a repercussão pode ultrapassar as barreiras de uma nação. Vale lembrar, do caso da menina Julia Gabriele, que foi notícia na revista adolescente “Toda Teen”, após ter suas fotos compartilhadas por alguém que tinha a intenção de caçoar de certas atribuições físicas da criança. Os ataques que a menina sofreu ganharam notoriedade nacional, o que a tornou uma vítima de inúmeros agressores.
Por conseguinte, as pessoas afetadas por essa ação coercitiva tornam-se propensas a desenvolverem distúrbios psicológicos. Segundo uma pesquisa feita pela Universidade de Oxford, 30% dos casos de depressão podem ser atribuídos ao bullying na adolescência. Dessa forma, fica evidente o quanto a violência psicológica pode afetar a vida adulta de um ser humano, que pode vir apresentar sintomas como: isolamento, ansiedade, depressão e até suicídio, como foi mostrado na ficção “Os Treze Porquês”, em que a protagonista Hanna Baker cometeu o suicídio após repetidas agressões físicas e psicológicas.
É fundamental, portanto, que o Ministério da Educação em parceria com os principais veículos de informação brasileira, divulgue pequenos documentários e comerciais, no horário nobre, para que uma maior parcela da população assista. Assim, conscientizará as famílias e dessa forma, parte do problema será sanado no âmbito familiar. Cabe ainda, ao Ministério da Saúde, investir em psicopedagogos, para que esses atuem dentro das escolas, de modo que atendam as vítimas e os agressores e dessa maneira, evitar o crescimento das psicopatologias. Destarte, a sociedade não será mais testemunha de violências como o bullying, e esse ficará restrito apenas à ficção.