Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 16/05/2019

No seriado americano “Todo Mundo Odeia o Chris”, o protagonista Chris Rock passa por diversas situações de discriminação na escola por causa da cor de sua pele. Embora, essa referência seja narrada de forma cômica, os efeitos que o bullying causa na sociedade é um assunto sério, já que atinge crianças, jovens e adultos em variadas proporções. Sendo assim, analisar a internet como estímulo para o aumento do bullying e as psicopatologias desenvolvidas, em consequência desse ato nas vítimas, é primordialmente necessário.

A princípio, é importante observar que a difusão da internet serviu de gatilho para o aumento do bullying. Dessa maneira, um indivíduo, vítima de discriminação nos dias de hoje, não fica limitado apenas a um grupo. Se o motivo da agressão for jogado na rede e o público apoiar, o número de agressores é multiplicado e a repercussão pode ultrapassar as barreiras de uma nação. Vale lembrar, do caso da menina Julia Gabriele, que foi notícia na revista adolescente “Toda Teen”, após ter suas fotos compartilhadas por alguém que tinha a intenção de caçoar de certas atribuições físicas da criança. Os ataques que a menina sofreu ganharam notoriedade nacional, o que a tornou uma vítima de inúmeros agressores.

Por conseguinte, as pessoas afetadas por essa ação coercitiva tornam-se propensas a desenvolverem distúrbios psicológicos na vida adulta. Segundo uma pesquisa feita pela Universidade de Oxford, 30% dos casos de depressão podem ser atribuídos ao bullying na adolescência. Dessa forma, identificar os sinais da agressão o quanto antes, é fundamental, pois o desenvolver de tais sintomas pode implicar no aumento de psicopatologias como: ansiedade, síndrome do pânico e até suicídio, como foi mostrado na ficção “Os Treze Porquês”, em que a personagem Hanna Baker cometeu suicídio após repetidas agressões físicas e psicológicas.

É fundamental, portanto, que o Ministério da Educação em parceria com as principais emissoras de televisão e rádio divulgue pequenos documentários e comerciais ao longo da programação. Assim conscientizará as famílias e dessa forma, parte do problema será sanado no âmbito familiar. Cabe ainda, ao Ministério da Saúde, investir em psicopedagogos, para que esses atuem dentro das escolas, de modo que atendam as vítimas e os agressores e dessa maneira, evitar o crescimento das psicopatologias. Destarte, a sociedade não será mais testemunha de violências como o bullying, e esse ficará restrito apenas à ficção.