Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 15/06/2019

No início da nossa socialização, somos introduzidos a respeitar a diversidade e a nos comportar para ter um vínculo e convívio social de bem-estar, porém, esse sistema é falho, visto que a sociedade sofre com a falta do senso crítico, sendo condenada à alienação. Práticas como violências verbais e físicas em âmbitos privados, familiares e educacionais, hodiernamente, impulsa o bullying, que é bastante comum na sociedade contemporânea brasileira.

É notório que em âmbitos escolares temos a forte presença do bullying. Segundo o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, mais de 18% dos estudantes brasileiros já sofreram bullying, Assim como na natureza existe a biodiversidade, na sociedade existe a diversidade. O principal alvo de ataque do bullying são justamente alunos negros, de baixa classe social, aparência e porte físico considerado fora do normal. Na literatura contemporânea, o livro “Extraordinário " relata a vida de um garoto que possui uma síndrome e é constantemente criticado por sua aparência. A realidade no Brasil não é muito diferente, pois diversas crianças são motivos de deboche por sua aparência, por sua cor, sua classe social e até mesmo pelo seu círculo de amigo. Consequentemente demasiadas práticas levam ao desconforto e as vítimas acabam procurando uma saída de emergência, como as pessoas em um incêndio procuram. Por decisões precipitadas, o indivíduo acaba cometendo o suicídio ou causando drasticamente um homicídio por achar que é uma saída viável.

No drama “Preciosa”, de 2009, a personagem Claireece comprova que há 29 anos os Estados Unidos já discutiam sobre o tão perigoso bullying. Segundo o Filósofo Immanuel Kant “O homem é o que a educação faz dele”. Dessa forma, temos um problema de criação dos brasileiros, pois muitos alunos vivem em casa situações em que os pais pregam ódio e veem a violência como uma saída para educar seus filhos, cometendo atos agressivos. A criança, como consequência, prática o bullying para descontar sua raiva e também por acreditar que essa é a melhor saída.

De início, o ativista social e político Nelson Mandela afirma que " A educação é a arma mais poderosa que pode ser usada para mudar o mundo”. Portanto, o  Ministério da Educação (MEC), para resolver esse impasse, pode realizar implementações de novas matérias nas escolas, com conteúdos específicos referentes ao respeito às diferenças, para que possa contribuir para a socialização entre os estudantes. Para complementar, reuniões de pais e filhos com professores e psicólogos, para orientar e alertar sobre os perigos da prática do bullying, punições temporárias para os agressores, com suspensões de atividades escolares, e, por fim, criação de canais de denúncias para que as crianças e jovens se sintam mais livres para denunciar.