Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 27/06/2019

Em 20 de abril de 1999, um acontecimento abalou a população mundial, conhecido como “O Massacre de Columbine”, uma vez que 2 jovens, alvos de atos ofensivos, invadiram a escola americana, onde assassinaram 13 pessoas, deixaram 25 gravemente feridas e, ao final, suicidaram-se. Analogamente a isso, ressalta-se que, na sociedade moderna, infelizmente há uma propagação do Bullying, evidenciada não só pelo número notório de indivíduos com transtorno depressivo, mas também pela recorrência da reprodução do crime supracitado. Desse modo, cabe analisar tais efeitos e combater a problemática.

A priori, nota-se que uma parcela significativa de casos de depressão decorre da estigmatização social, somada à humilhação vexatória, sobretudo, no ambiente escolar. Isso é ratificado quando Demi Lovato, uma das cantoras pop americanas mais influentes da atualidade, revelou, em 2016, que, na adolescência, abandonou uma instituição de ensino, pois além de haver uma " parede de ódio à Demi", foi realizada, pelos estudantes, uma petição para que ela se suicidasse. Assim, a automutilação ou mesmo a tentativa de suicídio, sem o apoio necessário de outrem, tornam-se uma alternativa para aliviar a dor dessa exclusão.

Ademais, evidencia-se que, quando predominante, o sentimento de vingança afeta negativamente o comportamento das vítimas de atos discriminatórios, o que, por sua vez, pode provocar sequelas gravíssimas, como a violência reproduzida. Nesse sentido, conforme o pensamento de Paulo Freire, educador brasileiro, que consiste na afirmação de que, quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor, logo essa tese encontra respaldo. Dessa forma, cenas de terror vivenciadas por alunos, tais como as de Realengo e de Suzano, mostram a dimensão que um trauma psicológico pode causar.

Portanto, faz-se necessário o combate ao Bullying. Dessa maneira, a Escola, responsável pela integração de indivíduos na sociedade, deve oferecer aos estudantes não apenas apoio psicossocial, mas também ações coletivas, por meio de sessões terapêuticas individuais e atividades lúdicas em grupos, a fim de estimular a boa socialização de pessoas e erradicar a segregação dessas. Além disso, a Família deve estar atenta a eventuais mudanças comportamentais de seus membros, com o intuito de combater imediatamente as raízes do problema e evitar danos maiores. À vista disso, a problemática supramencionada será, ao menos, minimizada e o cenário atual, revertido.