Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 11/06/2019

A lei número 13.663, sancionada em maio de 2018, objetiva reduzir a ocorrência de práticas de intimidação sistemática nas escolas brasileiras, a partir da promoção de medidas de conscientização e combate a esse tipo de violência. Reflexo das sociedades contemporâneas, o bullying permeia muitas das interações estabelecidas socialmente, afetando o desenvolvimento intelectual e físico de jovens e adultos. Nesse sentido, deve haver um amadurecimento da opinião pública, capaz de promover o respeito nas relações interpessoais.

Em primeira instância, a intimidação sistemática, caracterizada por práticas violentas, intencionais e repetitivas direcionadas a indivíduos indefesos, ganha expressão e espaço, principalmente, no âmbito escolar. Ações dessa natureza promovem, nas salas de aula, a criação de ambientes hostis e inseguros, que comprometem a garantia de bem-estar e integridade aos educandos e interferem no desenvolvimento intelectual dos alunos. Em 2017, por exemplo, um ataque proferido por um estudante de 14 anos, motivado por bullying, deixou dois adolescentes mortos e quatro feridos em uma escola goianiense.

Outrossim, ainda que praticada de diversas maneiras, a intimidação sistemática, seja de natureza física, psicológica, verbal, virtual ou social, atua negativamente na construção social dos indivíduos. De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Pittsburg, nos Estados Unidos, agressores e vítimas de bullying apresentam saúde fragilizada. Consequência disso, crianças e adolescentes expostas a esse tipo de violência comumente desenvolvem desde problemas psíquicos, como transtorno de ansiedade, síndrome do pânico e baixa auto-estima, até enfermidades físicas, como hipertensão.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de atenuar as consequências oriundas da prática do bullying nas relações interpessoais. A fim de garantir assistência, o Ministério da Educação deve garantir tratamento psíquico às vítimas desse tipo de violência, por meio da atuação de psicólogos nas instituições de ensino públicas do país. Ademais, em parceria com ONGs, as prefeituras municipais devem disponibilizar à sociedade civil um aporte maior de informações acerca dos efeitos da intimidação sistemática, a partir da realização de palestras sediadas em espaços coletivos das cidades brasileiras. Aumentam, assim, as chances de assegurar, efetivamente, condições sociais dignas aos cidadãos.