Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 12/06/2019

É inegável o fato que, no Brasil, a pratica do bullying na sociedade é uma realidade que acresce, gradativamente, ano após ano, causando graves consequências e vitimas. Paralelamente, torna-se imprescindível que essa situação precisa, urgentemente, ser enfrentada de forma consistente, tanto pela população em repudiar essa atitude, quanto por autoridades em repercutir meios de combate. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa situação persiste devido à ineficácia socioeducacional e ausência de políticas públicas.

Em primeiro plano, é notória a garantia dos direito previsto na Constituição Cidadã de 1988, a qual, no papel, assegura o privilégio à educação. Em virtude disso, é dever estatal intervir no exercício da intimidação e constante violência física ou psicológica. Diante disso, convém lembrar que a relação entre aluno e escola também influencia, consideravelmente, nas atitudes comportamentais dos jovens. Nesse viés, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, três em cada dez estudantes são vítimas de bullying. Denota-se que a ausência de fiscalização e medidas preventivas agrava esse cenário, consequentemente, o rendimento somado a evasão escolar são diretamente atribuídos  a essa agressão.

Além disso, outro fator que contribui para esse revés é a precariedade de ações do Governo Federal em coibir esse exercício. Outrossim, em consoante ao Mapa da Violência de 2017, o número de suicídios entre jovens de 15 a 29 anos de idades aumentou 10%, desde 2002. Essa realidade está, diretamente, atrelada à falta de providências, como investimentos que auxiliem as escolas e os cidadãos a repudiar e buscar por meio da prevenção, a fim de combater essa problemática.

Portanto, torna-se evidente que é indispensável a adoção de medidas capazes de intervir no descaso das políticas que agravam o cenário socioeducacional. Logo, faz-se preciso a ação do Ministério Público em conjunto com o Ministério da Educação para que haja por meio de orientações para pais e familiares a identificação de vítimas e agressores. Além do mais, deve haver capacitação de docentes e equipes pedagógicas para implementar ações de prevenção e solução do problema. Por fim, espera-se que haja a erradicação desse mal e a promoção da mudança desse comportamento hostil.