Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 20/06/2019
No livro " Os donos do poder" o sociólogo Raymundo Faoro descreve com base nas teorias de Marx Weber, como o legado patrimonialista -herança da colonização portuguesa- contribuiu de forma negativa para a origem de impasses sociais. De maneira análoga, hoje Faoro perceberia acertada sua tese, em razão dos efeitos do bullying na sociedade, um quadro que reflete negativamente no âmbito social, tanto pela ausência da educação familiar, quanto pela falta de projetos educativos.Portanto, cabe avaliarmos os reflexos que comportam esse quadro. No cenário atual que comporta a evolução tecnológica, a sociedade encontra-se anexada a uma posição de constantes transformações,inclusive,empenhada em adaptar-se a elas.Conquanto, o mesmo não se vê quando se trata da educação, um fator essencial e básico para a prevenção ou combate de qualquer questão, o que é claramente refletido no pensamento do educador Paulo Freire: “se a educação sozinha não transforma a sociedade,sem ela tampouco a sociedade muda”.Com base nesse pensamento, torna-se válido ressaltar a ausência deste motor que move a mentalidade social como algo proeminente para a inserção do bullying no corpo social,uma realidade que poderia estar longe do panorama brasileiro se a educação familiar estivesse em êxtase. Faz-se mister, ainda, salientar a falta de projetos que discorram sobre o assunto como outro fator agravante. Consoante o escritor Darcy Ribeiro, o Brasil, último país a acabar com a escravidão, tem uma perversidade intrínseca na sua herança que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade e descaso. Sob essa óptica, é notório que a perpetuação do problema é intensificada por essa ’enfermidade" que configura-se no descaso, visto que o mesmo impede que a população vitimizada saiba como agir perante ações intimidatórias e que a população adulta seja instruída de como agir nesses casos. Infere-se, portanto, que hajam medidas para esses ocorridos.Dessa maneira, urge que a esfera estadual em parceria com o MEC, promova e efetue políticas de cunho educativo destinados a esse panorama, por meio de palestras nas escolas, professores e meios midiáticos, com o fito de mitigar o número de casos. Ademais, é indubitável que as famílias estejam presentes nas palestras, garantindo a conscientização acerca do assunto e que aos responsáveis pelo ato sejam impostos os devidos limites. A partir dessas ações, praz que um dos impasses originados, segundo Faoro e Darcy, pelo estado patrimonialista, seja eliminado das lista de problemas sociais do Brasil.