Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 23/06/2019

Na conjuntura contemporânea, muito se tem discutido sobre a questão da intimidação sistemática (bullying), que, por sua vez, é o ato de ameaçar, agredir ou intimidar alguém de forma intencional e recorrente, causando diversos danos psicológicos e até físicos nas vítimas, um comportamento que pode acontecer em qualquer contexto no qual ocorra a interação de indivíduos. É notório que a sensação de insegurança e medo é bastante presente na vida das pessoas que são alvos dessa atitude desagradável, pois são desrespeitadas, excluídas e sofrem preconceitos, o que caracteriza um grave problema social que deve ser solucionado.

Em primeiro plano, verifica-se que apelidos maldosos, piadas sobre a aparência, a situação financeira ou classe social, atos agressivos, provocações e humilhações, são fatores que sustentam o problema. Um processo que evidenciou-se com os altos índices de pessoas que sofrem ou já tiveram más experiências com o bullying. Sob esse viés, dados divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU), afirmam que, no ano de 2016, em uma pesquisa realizada com mais de 100 mil crianças e jovens de 18 países, 50% deles já sofreu algum tipo de bullying, por causa de sua cor, etnia, aparência física, gênero, entre outras diversas razões, salientando, então, o número elevado de pessoas que não são respeitadas por suas diferenças.

Concomitante a isso, pode-se relembrar do filme Carrie, a estranha, uma obra que demonstra claramente a temática do bullying, na qual uma adolescente tímida e introspectiva sofre com a vida escolar, sendo desprezada e excluída pelos colegas por ser diferente. O filme mostra um cenário que continua presente em muitas escolas, o local mais comum para a ocorrência da prática de intimidação sistemática. Outro fator notável, são os ataques em escolas, nos quais, em grande parte das vezes, são motivados por causa do bullying, as vítimas procuram vingar-se contra seus agressores e consequentemente prejudicam e ferem pessoas inocentes.

Diante dessa problemática, fica claro que os indivíduos que sofrem com essa prática de intimidação são desrespeitados, alvos de preconceitos e preteridos. Dessa forma, o Ministério da Educação junto ao Conselho Nacional de Educação devem promover palestras e debates sobre o bullying, para maior conhecimento do assunto e suas consequências negativas, também devem inserir aulas de relações sociais nas escolas, a fim de que os alunos lidem melhor com conflitos e saibam respeitar as diferenças, e cursos de capacitação para a equipe pedagógica lidar de forma correta e dar o suporte necessário às vítimas, diminuindo, então, a ocorrência desse comportamento prejudicial.