Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 16/06/2019
No ano de 2018, foi aprovada a lei 13.663, que visa promover a cultura da paz e medidas de conscientização, prevenção e combate ao bullying em instituições de ensino. Entretanto, mesmo com esta em vigor, os casos de intimidação sistemática ainda ocorrem com uma frequência significativa, haja vista que, segundo a ONU, 43% dos estudantes brasileiros já sofreram bullying. Dessa forma, deve-se analisar como a educação deficitária e a passividade governamental intensificam a problemática em questão.
Em primeira análise, observa-se que, de acordo com o filósofo Arthur Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo que a cerca. Analogamente, tal pensamento é atrelado ao modelo pedagógico vigente que, por ser deficitário, falha ao ensinar as pessoas, desde a menor idade, sobre ética, respeitabilidade e o uso da não violência, o que, consequentemente, faz com que os casos de bullying aumentem de maneira significativa.
Ademais, nota-se que a passividade governamental também é responsável por tal problemática. Isso ocorre porque, as punições para quem pratica o bullying não são aplicadas efetivamente, e a sensação de impunidade faz com que os casos comecem a se tornar mais comuns e frequentes. Nesse cenário, observa-se uma relação às análises de Aristóteles, que afirma que a política deve ser usada para que, através da justiça, o equilíbrio seja alcançado.
Torna-se evidente que medidas intervencionistas são necessárias para que tal problemática seja resolvida. Portanto, o Ministério da Educação, por meio de uma mudança na base nacional comum curricular, deverá promover a ética como matéria obrigatória nos ensinos fundamental e médio a fim de que, desde mais jovens, as pessoas possam aprender sobre respeitabilidade e empatia, o que fará com que os casos de bullying diminuam de maneira efetiva.