Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 19/06/2019
Nas últimas décadas, o bullying tem sido sinônimo de assédio moral na infância e adolescência. Os atos causam angústia e dor em quem sofre a violência, seja ela física ou emocional, e o agressor está ciente de seus atos e percebe o incômodo na vítima. Estes agressores, geralmente, direcionam suas ações voltadas à críticas relacionadas a questões sobre sexualidade, etnia, posição social ou aparência física de quem está sendo abusado.
Com presença mais intensa nos ambientes escolares, o bullying e a agressividade acabaram sendo “normalizados” e minimizados, com impactos negativos sobre o aprendizado, pois afetam alunos e educadores. De acordo com uma pesquisa da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, os professores no Brasil utilizam menos de 70% do tempo das aulas no processo de aprendizagem, pois precisam se dedicar também às tarefas administrativas e disciplinares, em tentativas constantes de manter a ordem na classe. Vale destacar outro dado da pesquisa, que informa que 28% dos diretores de escola já presenciaram situações de intimidação ou bullying entre alunos, tornando o país como detentor de um dos maiores índices do mundo nesta questão.
Jovens que não se sentem seguros em seus ambientes de estudo, tendem a ter seu aprendizado prejudicado e, em casos extremos, desenvolvem um comportamento violento e agressivo, conforme relatado em diversos casos de chacinas que ocorreram em diversas partes do mundo, pois algumas pessoas interiorizam a violência sofrida e passam a encará-la como algo aceitável para atingir um objetivo. Ademais, estas situações já ultrapassaram o ambiente físico e também já podem ser identificadas com mais frequência através do assédio cibernético sofrido pelas vítimas.
Desta forma, considerando que as vítimas de bullying dificilmente falam com familiares sobre o que está acontecendo, é necessário que o Ministério da Educação, com apoio de instituições de ensino públicas e privadas, devem promover a realização de campanhas de conscientização para estimular vítimas e testemunhas a relatarem os casos, além de criar mecanismos de tratamento dessas questões no ambiente escolar, convocando os pais a participarem ativamente no sentido de revisar a forma como educam os jovens, atentando-se para a necessidade de oferecer a estes um ambiente socioeconômico e cultural saudável. É necessário que todos aqueles envolvidos na questão, seja a família, os educadores e os jovens entendam que não se trata de uma questão aceitável, pois este problema deve ser enfrentado e combatido.