Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 18/06/2019
No Brasil, essa prática está cada vez maior entre crianças e adolescentes que são submetidos intencionalmente a situações de humilhação e violência nas escolas onde a aparência é um dos grandes motivos. Em 2011 houve o caso do Massacre de Realengo (Rio de Janeiro) que obteve grande repercussão no país. Um antigo estudante que tinha problemas psicológicos e sofria bullying diariamente, voltou anos depois ao local disparando tiros em salas de aula cheia de alunos, foi atingido por um policial e se suicidou. O bullying encontra-se num impasse persistente, mesmo com a proliferação de discussões sobre esse assunto.
Nesse contexto, intolerância de diferenças envolvendo piadas e intimidações frequentes. As vítimas sofrem constantemente consequências que podem levar a desenvolver depressão, autoestima baixa, insegurança, no entanto quem sofre a agressão não conta a ninguém e nem a família, mas muda o comportamento. Com a terceira Revolução industrial novas tendências tecnológicas surgiram para facilitar a comunicação, contudo, no século XXI, essa tecnologia ganhou uma nova vertente: cyberbullying que é a violência virtual em que o agressor cria um perfil falso usando apelidos ou nomes de famosos e conhecidos.
Nessa perspectiva, as escolas devem formular regras contra a prática em seu Projeto Político Pedagógico, permitindo a todos diferenciar brincadeiras de intimidações, mediante debates e atividades que trabalhem o respeito e a tolerância às diferenças individuais e socioculturais. Cabe aos pais, por meio da construção de uma relação de confiança e diálogo, identificar em seus filhos atitudes indicativas de agressão, sofrida ou praticada, e procurar apoio de profissionais da educação e saúde, com intuito de resolver e minimizar efeitos. Ademais, é fundamental que o Ministério da Educação incorpore nos cursos de licenciatura a formação para mediação de conflitos, permitindo aos professores uma ação efetiva e imediata, que solucione os impasses em sala. Assim, estabelecer-se-á uma cultura de paz, como almejava Freire