Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 20/06/2019

No filme “Carrie, a estranha”, uma adolescente enfrenta o bullying praticado por seus colegas de classe, além dos abusos físicos e psicológicos por sua mãe, e, ao final da trama, a jovem descobre poderes sobrenaturais e os usa para se vingar dos outros alunos. Apesar de ser fictícia, a problemática mostra-se presente na realidade dos jovens brasileiros. Nesse âmbito, é pertinente analisar sua persistência e as consequências geradas nas vítimas.

Em primeira análise, é indagável que o contexto familiar é um fator para a propagação do bullying. Segundo a teoria da tábula rasa de John Locke, “O ser humano é como uma tela em branco que é preenchida por experiências e influências”. Nesse contexto, verifica-se que a criança ou o jovem que não é instruído a valores voltados ao respeito às individualidades de cada pessoa durante sua formação no âmbito familiar, tende a praticar o bullying socialmente. Em razão disso, percebe-se a perpetuação de indivíduos com pensamentos intolerantes e atitudes hostis na sociedade.

Ademais, a vítima do bullying desenvolve traumas psicológicos seríssimos, além de ter seu desenvolvimento prejudicado. Segundo matéria do jornal O Globo, as escolas ignoram a lei estadual que obriga instituições de ensino a comunicar os casos de agressão entre alunos à polícia ou aos conselhos tutelares. Assim, a falta de fiscalização por parte dos docentes em coibir os ataques possibilita a continuação da prática, fortalecendo nas vítimas, sentimento de vingança.

Conforme os fatos acima supracitados, é necessário que os Ministérios da Educação e da Saúde em conjunto, desenvolvam projetos nas escolas, por meio de aulas didáticas que contenham informações de como a prática do bullying causa sérios problemas, incentivando também, gincanas que reforcem a noção do respeito e empatia para com o outro. Devem, além disso, promover a contratação de psicólogos para atuar nos colégios, fornecendo palestras que mostrem a importância e seriedade da temática. Assim, evitando traumas permanentes nas vítimas e, no pior dos casos, um final trágico com mortes como no citado filme, “Carrie, a estranha”.