Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 19/06/2019
Bullying, mais do que somente insultos, consiste em um conjunto de agressões biopsicosociais que interferem em boa parte da formação identitária. Ignorados frequentemente, processos de criminalização as vítimas de bullying evidenciam extrema fragilidade, o que se deve a fatores como a naturalização do preconceito e cidadania frequentemente frágil.
Restringem-se as possibilidades de um processo de formação humana eficaz ao indivíduo quando seus direitos à dignidade não são respeitados por uma parcela significativa da sociedade. Partindo dessa premissa, atitudes torpes de desrespeito têm sido comuns no meio social, segundo dados da pesquisa do Programa Abrace, os homossexuais e negros são os maiores alvos desse preconceito, evidenciando a banalização do bullying no meio social. Assim, diferenças não são defeitos e a cultura do “ser diferente é normal” precisa ser incentivada.
Nesse sentido, não são poucas ou irrelevantes as discussões acerca dos efeitos do bullying para sociedade. Ampliando essa ótica, o aumento no número de casos de depressão, ansiedade e baixa autoestima nos jovens, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, está diretamente relacionado a vivências traumáticas de bullymia, o que leva a vítima a criar um sentimento de revanchismo em relação à seu agressor, exitando à violência mútua. Desse modo, é preciso transpor “os muros invisíveis” das diferenças e criar pontes de respeito entre os indivíduos.
Evidenciam-se, portanto, significativos efeitos da prática do bullying para sociedade. A fim de efetivar oportunidades inclusivas para as vítimas desses atos, as secretarias municipais e estaduais de saúde devem oferecer serviços gratuitos de apoio psicológico e treinamento dos profissionais para identificar essas vítimas por meio da criação de instituições de referência no assunto que tenham experiência comprovada nesse cenário específico. Aumentam assim as chances de se alcançar uma cidadania pragmática e realmente legítima e plural.