Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 21/06/2019
Respeito mútuo prevalece
Bullying é um conjunto de práticas hostis ocorrida em pares na qual o agressor intimida e sobrepuja sua vítima, o que pode gerar consequências desastrosas e irreparáveis. Embora o Estado Brasileiro tenha criado o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, esse tipo de violência ainda perdura na sociedade devido à frágil e negligente estrutura aplicada para coibir novos casos. Assim, faz-se necessário uma análise atenta desse cenário para que estratégias mais eficazes sejam traçadas.
Em primeiro lugar, a promulgação de uma lei com diretrizes de enfrentamento ao bullying em escolas e clubes não é suficiente para saná-lo. Nesse sentido, o país escandalizou-se com o assassinato de dois adolescentes cometido por um colega de turma que sentia-se discriminado por eles num colégio de Goiânia, em 2017. A despeito do seu caráter preventivo e punitivo que obriga esses locais frequentados por crianças e jovens a adotarem medidas combativas, a lei perde seu efeito prático em decorrência de falhas na fiscalização e permanece vulnerável à disposição de diretores e coordenadores. Dessa forma, tais agressões perpetuam-se no país deixando marcas psicológicas e emocionais permanentes.
Ademais, compreender quais as motivações dos agressores é fundamental para se obter resultados positivos contra a intimidação. Sob esse viés, o Instituto Abrace realizou uma pesquisa em 2014 na qual constatou-se que a cor da pele e a orientação sexual são os principais critérios utilizados para discriminar, humilhar e violentar fisicamente alguém. É possível, então, perceber que o preconceito transfigurado em racismo e homofobia está, paradoxalmente, enraizado na população “canarinho”, uma vez que avança sobre gerações e promove efeitos catastróficos em pleno século XXI. Por isso, a luta pela diversidade possui contribuição expressiva e crucial para o fim do bullying.
Urge, portanto, estruturar de maneira sólida e eficiente os caminhos para reduzir as situações constrangedoras por que passam vidas inocentes. Para que o Programa Federal alcance maior relevância e produtividade, é preciso que o Ministério da Educação recrute fiscais e os envie às instituições de ensino a fim de averiguarem os métodos implantados para o cumprimento da lei. Além disso, esse mesmo Ministério deve fazer parcerias com ONGs e institutos especializados na prevenção e combate ao bullying, como o Abrace, para capacitar as equipes pedagógicas na identificação da prática e na abordagem dos alunos a partir de cursos e palestras. Assim, a luta contra as intimidações será viável, pois a partir do momento em que o ser humano entende o valor da empatia, os preconceitos são eliminados e o respeito mútuo prevalece.