Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 21/06/2019

Entende-se por “Bullying” o ato de agressão, verbal e não verbal, contra outra pessoa com a intenção de humilhar e ferir de maneira física ou emocional, ação muito comum nas escolas. Sendo assim, diversas instituições acadêmicas brasileiras se tornaram palco de tal violência e, por isso, têm sido um grande desafio o processo de socialização dos jovens frente a uma sociedade em processo de desenvolvimento e que tem cobrado muito de seus cidadãos. Dessa forma, é necessário que as agressões sejam evitadas diante da disseminação de igualdade civil.

Primeiramente, na série “Todo Mundo Odeio Chris”, em um cenário dos anos 80, o bullying é retratado de diversas maneiras em que o personagem principal sofre agressões por ser negro. Tal como os dias de hoje, percebemos que essas intolerâncias ainda se encontram enraizadas na cultura moral dentro das escolas e se mostram cada vez mais radicais em seus discursos. Logo, fica evidente que esse processo de exclusão tem início no ambiente escolar e tem se estendido para a sociedade causando repressões e maus convívios sociais.

Outrossim, segundo o Artigo 3° da Constituição, é fundamental promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Pelo exposto, é dever do Estado garantir o direito de cidadania e a dignidade de todos os indivíduos mas, além disso, também é dever dos próprios cidadãos lidar com as diferenças, de maneira que a alteridade possa servir como base para formar opiniões. Pois, é importante entender a multiplicidade das nações, e que a diferenciação é parte da construção da identidade dos sujeitos.

Portanto, instituições de ensino têm sido palco para disseminação do bullying, agravando o preocupante quadro de diferenças sociais no Brasil. A fim de diminuir o número de casos de agressões e modificar a maneira como os indivíduos interagem entre si através da alteridade, cabe ao Ministérios da Educação criar regras de disciplina e atividades acadêmicas que promovam a interação com o diferente baseando-se no respeito e tolerância, por meio das escolas que venham adequar tais medidas com o regime acadêmico. Além disso, a família como o setor primário da educação deve acompanhar o desenvolvimento de seus jovens, contribuindo sempre para a construção de valores morais para promover futuros cidadãos do bem.