Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 22/06/2019
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa diversas práticas de bullying no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática, e a problemática persiste, intrinsecamente, ligada à realidade do país, seja pela ganância de sentir-se no ‘‘poder’’, seja pelo medo da aversão do grupo de amigos que praticam bullying. Logo, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Em primeira instância, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles: ‘‘a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado.’’ De maneira análoga, é possível perceber que, mundialmente, há milhares de indivíduos sofrendo preconceitos raciais, homofóbicos, entre outros do qual corroboram doenças graves provocadas por práticas bullyinistas, da qual geralmente é praticada por um indivíduo que pelo simples prazer de humilhar e provocar o outro faz-se sentir melhor, fato que é muito comum nos jogos, um bom exemplo é o Bully, criado nos EUA, no qual retrata a violência e a agressividade para se promoverem na escola. No entanto, o que os jogos não mostram são as consequências geradas na vida da vítima: depressão, fobia social e até suicídio.
Outrossim, destaca-se o medo de um indivíduo de ficar ‘‘de fora’’ do grupo de amigos que praticam bullying como impulsionador do problema. Dessa forma, faz-se necessária a importância da educação e o respeito vindo de seus familiares para que não ocorra essa divergência e acarrete o desamparo dos envolvidos. Assim como o iluminista J.J Rousseau cita, na qual o homem nasce livre porém a sociedade o corrompe, mostra a influência que cada individuo provoca no outro podendo assim, transforma-lo em algo que o teme.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Ademais, o Governo, juntamente com a mídia, deve promover mais anúncios e propagandas mostrando e polemizando as causas acarretadas pelo bullying a fim de promover maior conscientização desses indivíduos à sociedade. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, ‘‘a educação transforma as pessoas e essas mudam o mundo.’’ Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos que discutam o agravamento da humilhação e da violência, tanto verbal quanto físcia, provocada ‘‘intencionalmente’’ a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus, para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.