Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 22/06/2019

É consenso na comunidade sociopolítica hodierna, a maneira como parte dos brasileiros estão se rendendo gradativamente à violência e ao bullying. Todavia, na contemporaneidade, os mais afetados com essa mudança de comportamento são os cidadãos que convivem com esses disseminadores de ódio, pois as hostilidades vão muito além do ambiente escolar, elas invadem bares, ruas e até casas, podendo aparecer não só como agressão física, mas também como verbal e psicológica. Diante isso,, há grandes dificuldades para garantir a tranquilidade do cidadão comum, devido a selvageria no cotidiano e a falta de atenção do Estado.

Primeiramente, um obstáculo enfrentado por esses indivíduos é a negligência estatal, uma vez que nem sempre o Governo cobra do Ministério da Segurança meios mais efetivos e abrangentes para garantir o bem estar e segurança pública, como rege o Artigo 144 da Constituição. Outrossim, se essas cobranças não forem feitas, os índices de feridos e mortos tenderão a crescer sucessivamente, aumentando casos como o  massacre de Realengo, onde uma vítima de bullying realizou um ataque de ódio e assassinou diversos estudantes e logo após cometeu suicídio.

Outro desafio é a mentalidade retrógrada de parte da nação, que age constantemente como se esta nova face intolerável da sociedade fosse normal. Citando Jean Rousseau: “O homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado”. A frase do filósofo suíço parece fazer alusão à situação que a população canarinha se encontra, de modo que as “correntes” que os prendem são os efeitos do bullying na comunidade e a variedade de casos existentes, em vista que, de acordo com pesquisas divulgadas pelo MEC, 10% dos estudantes brasileiros são vítimas de opressão e intimidação.

Evidenciam-se, portanto, significativas adversidades de combate à esses atos de humilhação e descriminação, que dificultam assegurar o bem comum do cidadão e moldam uma nova cultura baseada na hostilidade. A fim de proporcionar a segurança da massa e evitar essa transformação cultural, secretarias municipais e estaduais de educação devem oferecer treinamentos e palestras constantes para os professores e alunos por meio de orientação de ONG’s que tenham experiência  comprovada nesse cenário específico de inclusão e conscientização. Aumentam assim as chances de se alcançar uma cidadania pragmática e realmente legítima e plural.