Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 22/06/2019
O Bullying se caracteriza pela agressão física, verbal ou psicológica de forma repetitiva contra um indivíduo considerado mais vulnerável. Esse tipo de atitude é comum no cenário brasileiro, o ato de discriminar o outro por não pertencer aos padrões da sociedade é uma verdadeira problemática que acaba por estimular a segregação e dificuldade na formação identitária das vítimas, devido o medo do julgamento social e à falta de apoio.
Em primeira análise, as pessoas que praticam o bullying podem já ter sofrido essa agressão em algum lugar como na escola ou faculdade, o que desperta o sentimento de revolta. Dessa forma, para se sentirem superiores e vingar as mágoas de seu passado, intimidam as pessoas consideradas mais fracas, com discursos pejorativos ou até mesmo agressões físicas. Nesse cenário, quando o filósofo Francis Bacon declara não haver solidão mais triste que a do homem sem amizades, parece prever a conjuntura hodierna, marcada pelo isolamento e exclusão social dos que são alvo de assédios.
Concomitantemente a essa dimensão social, outro desafio enfrentado pelos que sofrem bullying é a mentalidade retrógrada de parte da população, que age como se os comportamentos hostis dos agressores fossem “besteira”. De fato, tal atitude se relaciona ao conceito de banalidade do mal trazido pela filósofa Hannah Arendt: quando uma atitude opressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê-la como errada. Um exemplo disso é o bullying praticado nas escolas, uma vez que nem sempre as vítimas recebem o devido apoio da coordenação do educandário, o que pode estimular a evasão escolar.
Sob esse viés, para que as pessoas que enfrentam o bullying consigam o acesso pleno ao sistema educacional, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com as instituições de ensino, promova palestras de conscientização ratificando a importância do respeito entre os alunos, independente das diferenças, a fim de promover maior harmonização. Em adição, é primordial o intercâmbio técnico e logístico com países de referência na área, como a Finlândia, que adotou o programa Kiva Koulu nas escolas, a fim de promover maior acompanhamento e aporte aos alunos, tanto no que diz respeito a prevenir o fenômeno quanto a tratar os casos de perseguição identificados nos estabelecimentos.