Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 23/06/2019

Em 2017 a Netflix lançou o seriado norte-americano “Os 13 porquês”, o mesmo conta a história de uma adolescente que sofria bullying e violência física por parte de seus colegas. Desse modo, podemos observar que essa ficção cinematográfica é bem próxima da realidade brasileira, onde segundo a ONU, o bullying atinge metade das crianças e jovens, por motivos de aparência física, gênero, sexualidade, rendimento escolar.

Em primeiro lugar, é válido lembrar que a escola, como meio de formação do indivíduo, se tornou prejudicial aos estudantes que sofrem bullying. A falta de atenção e acompanhamento dos docentes para conter as agressões possibilita que as vítimas se tornem vingativas, como a tragédia em Realengo, onde um ex-aluno vítima de bullying entrou na instituição e efetuou disparos contra os estudantes. De acordo com Paulo Freire, “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor.”

Ademais, as redes sociais se tornaram ferramenta comum para a expansão da problemática em questão. O cyberbullying, por exemplo, ocorre por meio de postagens que difamam uma pessoa com textos ou fotos. Além disso, esse tipo de agressão é praticado por anônimos. Assim, a divulgação em massa torna público fatos íntimos ou mentirosos, afetando o convívio familiar e social da vítima, gerando insegurança e autodepreciação do indivíduo.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas. É preciso que haja uma parceria entre a família e a escola, onde a instituição juntamente com o Ministério da Educação promova palestras explicando as possíveis consequências do bullying para a sociedade, palestras que ensine as crianças e jovens que tudo começa pelo respeito, e que a família possa reforçar essa pauta em casa, além de monitorar o uso tecnológico dos filhos. É fundamental também leis cibernéticas mais rígidas e punições aos agressores virtuais, sem esquecer de sempre orientar as vítimas a denunciar.