Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 24/06/2019
A educação como pilar da sociedade brasileira
Ao longo da sociedade brasileira, o bullying sempre existiu nas escolas e universidades. Entretanto, com o advento da internet e a posterior divulgação dos casos em diversos lugares, tal situação torna-se preocupante. Nesse contexto, atos como o bullying violam veementemente a Declaração Universal do Direitos Humanos, mas também existe um descaso estatal diante desses problemas da sociedade, assim como a extrema falta de educação entre os indivíduos que acometem tais atos.
De acordo com a Declaração Universal do Direitos Humanos, no artigo 2°, descreve sobre à não discriminação independente de cor, raça, sexo, língua, religião ou sexualidade, impondo aos transgressores alguma limitação de soberania. Nessa conjuntura, o recente atentado à escola de Suzano, em São Paulo, deixou a população preocupada, uma vez que tal crime foi motivado por bullying, sofrido por um dos transgressores no ambiente escolar. Dessa forma, observa-se que os efeitos desse problema são devastadores para a sociedade, principalmente em relação à juventude.
Segundo o filósofo político Noberto Bobbio - a dignidade humana é uma qualidade intrínseca ao homem, capaz de lhe dar direito ao respeito e a consideração por parte do Estado - tal máxima, é consonante com situações como o bullying, na medida em que tais atos acontecem frequentemente. Entretanto, sem nenhuma atitude tomada pelo Estado a fim de coibir futuros atos, como por exemplo a atrocidade em Suzano. Nesse contexto, é válido analisar sobre o quão precária é a educação no Brasil, sendo ela, o principal motivo por tais problemáticas. Logo, quando Immanuel Kant diz ’’ o ser humano é aquilo que a educação faz dele’’ , o modelo educacional vigente encontra-se em crises severas.
Em suma, é mister que o Estado atenue os efeitos do bullying na sociedade, assim como a sua causa, na qual é a precariedade da educação vigente no Brasil. Desse modo, o Governo deve, por meio do Ministério da Justiça, aliado ao Estatuto da Criança e do Adolescente, promover punições socioeducativas ao transgressor, como a retratação com a vítima, trabalhos comunitários na escola, e um acompanhamento psicológico ao transgressor e ao afetado por ele. Outrossim, as escolas devem fazer reuniões cuja principal pauta seja o bullying, assim como seus efeitos na sociedade, por meio da distribuição de cartilhas personalizadas, advindo do Ministério da Educação, visando diminuir o máximo possível casos que levem ao retrocesso na educação no Brasil.