Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 23/06/2019
Mente singular
Com a promulgação da Carta Magna de 1988, o Brasil passou a possuir a Constituição mais cidadã desde a República Velha, a mesma garante do seu artigo 5° ao 17° direitos inerentes ao ser humano, porém esses ditames não estão sendo cumpridos com veemência, posto que o bullying é uma problemática social, que afeta a saúde dos acometidos e em boa parte dos casos torna-se o “refúgio” dos agressores.
Conforme uma pesquisa exposta pelo veículo midiático G1, o Brasil é uma das nações em que mais se ocorrem variados tipos de “violência simbólica” como o bullying, e isso é algo preocupante, pois ele gera consequências irreversíveis na vida de suas vítimas, distúrbios psicológicos tais como depressão, ansiedade, transtorno bipolar, agorafobia (medo de viver em sociedade) e quando a pessoa não vê mais nenhuma solução, opta pelo “escapismo”, assim como na 2° Geração Romântica, tem-se por exemplo o suicídio ou uso de drogas.
Ademais, parafraseando o sociólogo Paulo Freire, o qual explicita que quando a educação não é libertadora o sonho do oprimido é ser o opressor, nota-se que o sistema educacional é falho, pois quando se trata do perfil dos agressores, percebe-se que eles veem nas agressões físicas e psicológicas um meio de se refugiarem e serem motivos de atenção entre a comunidade, visto que muitos deles não possuem um ambiente harmônico, já foram vítimas também e isso acaba desembocando em um “ciclo vicioso” de maus tratos.
Destarte, o bullying é um óbice para o desenvolvimento da sociedade, para tanto os Ministérios da Educação e Cidadania deveriam orientar nos centros de educação básica por meio de oficinas, debates sobre a temática, rodas de conversa, cartilhas expondo os malefícios que esse mal ocasiona, teatros para a comunidade em geral e por fim fornecer acompanhamento psicológico às vítimas e aos agressores, tudo com o propósito de preservar a dignidade da pessoa humana, ratificada no artigo 1 da Constituição Federal de 1988.