Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 23/06/2019
“Um Grito de Socorro”, é um filme europeu que relata uma vítima de bullying que em consequência comete suicídio, assim, faz uma analogia ao que acontece diariamente no mundo real. Mesmo com avanços sociais, essa prática de violência tem ganhado cada vez mais destaque pelo resultado causado. Uma vez que, não só a vítima da agressão sofre abalos psicológicos, como também não tem auxílio social para lidar com o problema.
Primeiramente, em 2016, foi sancionada a lei que oficializou o dia 7 de abril como o Dia Nacional do Combate ao Bullying e a Violência na Escola. Ação essa, motivada após o trágico massacre ocorrido em Realengo, em que doze crianças, foram brutalmente assassinadas por um ex-aluno que havia sofrido agressões no período escolar. Em consonância a isso, em 2012, a canadense Amanda Todd, cometeu suicídio após sofrer bullying e cyberbullying, que é o assédio através da internet. Isso relata as consequências psicológicas provocadas por esse tipo de violência, mostra ainda, que traumas influenciam na personalidade do indivíduo, além de causar doenças psicossomáticas.
Outrossim, a escola que como papel, também, integrar o aluno no convívio social, falha em em não auxiliar corretamente essas relações, ocorrendo nesse ambiente as maiores práticas da violência. Em consonância a isso, a educadora e especialista no assunto, Cléo Fante, diz que “O bullying, é a forma de violência que mais cresce no mundo atualmente”. Cabe mencionar também, que a falta de um profissional capacitado sobre o assunto nesses ambientes, faz com que a vítima se sinta desamparada, e perpetuando o bullying causando problemas psicológicos ao agredido.
Desse modo, para minimizar de forma efetiva os casos de bullying no país, e consequências como o suicídios e massacres, o Ministério da Educação, deve implantar em escolas um programa semelhante ao “Kiva Koulu”, em vigor em diversos países europeus que se fundamenta na criação de comissões responsáveis para receber denúncias de violência escolar. Além do treinamento de professores para ficarem atentos a qualquer tipo de exclusão e promover atividades divertidas em grupos, desenvolvendo a empatia entre os alunos. Ademais, incluir em escolas, psicólogos para atender, não só as vítimas, como também os agressores, procurando o motivo para a ação repugnante, promovendo assim um melhor convívio escolar.