Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 23/06/2019
Em 2011, o Brasil assistia, estarrecido, ao primeiro ataque armado promovido por um ex-aluno em uma escola no Rio de Janeiro. Recentemente, os novos episódios semelhantes aquele ocorrido no Rio demonstram que o país pouco evoluiu no combate ao bullying, o que se deve a fatores como o despreparo de instituições de ensino e da família para lidar com a situação.
Quando Vygotsky aponta o professor como mediador do desenvolvimento de relações interpessoais entre os alunos, evidencia um processo nem sempre positivo para todos os envolvidos. Diante de cenários onde estudantes direcionam agressões verbais e até físicas à determinados colegas, os professores se veem pouco preparados para enfrentar essas situações, que, por vezes, têm início na própria sala de aula e recebe o título de “brincadeira inocente”. Assim, as ofensas tendem a ultrapassar os limites da classe e atingir outras esferas da vida dos alunos.
Faz-se mister, ainda, considerar que embora os debates acerca de como os pais devem agir diante desses casos tenham aumentado, os efeitos de uma geração criada em uma cultura que normalizou o bullying podem ser sentidos por muitos filhos, que não encontram em seus responsáveis o apoio necessário para enfrentar esses abusos. Essa postura contribui para o sofrimento psíquico de crianças e adolescentes que enxergam na vingança e no suicídio suas únicas saídas.
Evidencia-se, portanto, a existência de atitudes que contribuem para perpetuar o bullying e suas graves consequências. A fim de minimizar sua ocorrência na sociedade, escolas, professores e pais devem se unir para promover estratégias de enfrentamento por meio de discussões em sala de aula e em casa sobre a temática e semanas de combate ao bullying com atividades na escola para os pais e alunos, promovendo desde cedo a noção de respeito às diferenças. Aumentam-se, assim, as chances de alcançar um ambiente escolar de respeito à individualidade dos sujeitos.