Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 23/06/2019

“No Brasil subtrai-se; somar, ninguém soma”- afirmava o escritor pré-modernista Monteiro Lobato a respeito da consciência individualista nacional. Bullying é a prática de atos violentos, intencionais e repetidos, contra uma pessoa indefesa, que podem causar danos físicos e psicológicos às vítimas. Nota-se que nas escolas a identificação dessa prática é árdua e o diagnóstico pela família quase não acontece impossibilitando a ajuda necessária para as vítimas.

Constata-se que uma das características do bullying é que ele acontece justamente longe dos olhos dos adultos, na relação entre as crianças. No filme extraordinário, de R. J. Palacio, por muito tempo, diretor, pais e professores não tomam conhecimento das intimidações a que Auggie- protagonista que sofre bullying por ter uma doença que deformou seu rosto- é exposto. Dessa forma, isso impossibilita o professor a diagnosticar o ato, uma maneira de contornar essa invisibilidade é investir na formação dos próprios alunos para que eles ajudem a resolver a situação na escola.

Outrossim, a vítima dessa violência precisa de acompanhamento familiar e com psicólogos o que muitas vezes não acontece. O ambiente familiar precisa ser de acolhimento, e não de repulsa para que seja possível observar traços da agressão e abrir brechas para que o indivíduo se sinta à vontade para denunciar o ato. Há casos em que essa prática é considerada “normal” sendo um obstáculo para procura de ajuda profissional. Consoante ao poema “Em face dos últimos acontecimentos”, de Drummond- poeta brasileiro- “Pensavam que o suicídio/ Fosse a última resolução”. Assim como nos versos do poema diante desse cenário sem apoio familiar e profissional, o jovem tem o suicídio como sua solução.

Destarte, é indiscutível que medidas são necessárias para solucionar o problema. O Ministério da Educação- órgão responsável pelas diretrizes do ensino no Brasil- deve promover, nas escolas, gincanas educativas mensais, ministradas por psicólogos, com o intuito de educar o aluno para a convivência no coletivo e cooperação. A mídia pode denunciar os casos, por meio de novelas, abordando a função importantíssima dos familiares e psicólogos, a fim de facilitar o trabalho do governo e, é claro, conscientizar a população. A escola, então, pode chamar os pais ao debate e, com palestras e reuniões em grupo, mostrar o seu papel nessa prevenção. Só assim os brasileiros aprenderão, também, a somar.