Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 23/06/2019
Em outubro de 2017 ocorreu uma tragédia que comoveu o país todo: em Goiânia, um garoto de 14 anos foi à escola com o revólver de seu pai e atirou contra seus colegas, deixando dois deles mortos. O motivo era as piadas preconceituosas que ele sofria e, então, decidiu revidar a violência. Tal fato reacendeu a preocupação em relação ao ‘‘bullying’’ presente nas escolas e as consequências que ele pode trazer.
Dentre as causas que levam uma criança a praticar essa forma de violência estão as rotulações, os padrões e os preconceitos. Além disso, há também a crença de superioridade por parte de quem realiza o ‘‘bullying’’. Isso se enquadra no que o sociólogo Max Weber denominou de Ação Social Tradicional, a qual é caracterizada por ser irracional e fundamentada em hábitos, visto que o agressor, frequentemente, reproduz a violência que vê e recebe em casa.
As consequências sobre a vítima podem ser seríssimas, desde a baixa autoestima ao suicídio. Uma outra possibilidade é a repetição da agressão sofrida, que pode ser até mesmo mais grave. A respeito disso, John Locke escreveu a Teoria da Tábula Rasa, pela qual se entende que as pessoas são como páginas em branco e que são as relações pessoais e em sociedade que as moldarão. Logo, isso mostra o quão sério é o ‘‘bullying’’, pois é algo que marcará o indivíduo para sempre.
Torna-se evidente, portanto, que há a necessidade de acabar com essa violência presente nas escolas. Por isso, as escolas devem, por meio de palestras e dinâmicas, trabalhar a mentalidade das crianças a fim de acabar com os preconceitos e padrões arraigados, de forma a mostrar as diferenças existentes entre os indivíduos e entender que isso é normal. Ademais, as escolas devem disponibilizar psicólogos para atender os que sofreram e os que praticaram o ‘‘bullying’’. Desse modo, a escola e, consequentemente, a sociedade tornarão lugares melhores.