Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 24/06/2019
Efeitos eternos
Em 7 de abril de 2011, Wellington Menezes invadiu uma escola em Realengo (RJ) e matou 12 adolescentes e a si mesmo. O jovem sofria com maus tratos dos colegas de colégio. Essa é, talvez, a maior demonstração do quão nocivo o bullying e suas consequências são. Histórias assim poderiam ser evitadas caso esse comportamento coativo fosse alvo de maior discussão e atenção por parte da sociedade.
No Brasil, é comum ver setores sociais engajados em relação a alguns assuntos. Aborto, pena de morte, porte de arma são, por exemplo, muito discutidos na Terra do Café, porém o bullying não é, frequentemente, tratado com a merecida importância e as autoridades são, no geral, muito permissivas quanto a essa questão, gerando fatores que denotam certo “descaso”, como: impunidade, falta de importância dada a denúncias(quando essas ocorrem), de apoio dos amigos e profissionais, de destaque na mídia etc.
Esses fatores permitem o alastramento dessa prática atualmente, como pode se ver na pesquisa feita em 2014 pelo Programa Abrace, onde houve um índice de, em média, 90% de casos de bullying relatados nas escolas. Concomitantemente a esse cenário, jovens e crianças que já sofreram com esse comportamento crescem reprimidas - tanto por causa do ocorrido quanto pela falta de apoio que tivera - e tendem a não desenvolver seus talentos e aptidões.
Visando interromper essas práticas, os Parâmetros Curriculares Nacionais devem adicionar às grades escolares programas de conscientização sobre o bullying, demonstrando as suas nefastas consequências. Dessa forma, impedirá-se que crianças e/ou jovens cresçam com esse eterno trauma.