Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 28/06/2019
Discursos sobre discriminação e seus efeitos sobre a vítima e sociedade tornaram-se frequentes na contemporaneidade. Porém, contrariando as expectativas que tais ações diminuíssem em decorrência do engajamento social como resultado dos debates, o número veem crescendo de acordo com o IBGE entre os anos de 2014 e 2018. Com o bullying não é diferente, nesse contexto deve-se analisar como a omissão familiar e replicação de atos ratificam esse cenário. Desse modo, urgem ações de intervenção.
Em primeira análise, quando o sociólogo Zygmunt Bauman afirma que a sociedade atual é marcada pela fragilidade nas relações sociais, ou seja, uma Modernidade Líquida, evidencia como uma parcela expressiva das relações familiares atuas sofre com superficialidade em suas trocas afetivas e de comunicação. Desde de pais que só interagem com os filhos através de jogos eletrônicos ou redes sociais até aqueles que convivem com menores de forma rasa, a omissão escolar caracteriza tais realidades. Logo, pela falta de diálogo entre eles, os juvenis não relatam aos seus responsáveis que sofrem bullying e passam esse transtorno sozinhos, acabam por levar consigo os traumas desses ataques,como, baixa auto estima e transtornos psicológicos para vida adulta. Além disso, de acordo com a teoria de “Habitu”, do sociólogo Pierri Bourdie, os indivíduos incorporam, naturalizam e reproduzem estruturas sociais. Nessa perspectiva, geralmente agressores são educados à base de violência psíquica ou física aprendem de forma inconsciente a vê-la como algo comum. Em decorrência de associarem ações brutalidade como uma ação comum, os menores começam a pratica-las com outras pessoas. Por consequência, ao internalizarem o que aprenderam em sua infância, tornam-se potencias seres humanos violentos e impulsivos.
Evidencia-se, desse modo, que a questão da intimidação sistemática precisa ser debatido. Mediante tal situação, compete as emissoras de TV proporcionar debates acerca do assunto em seu horário nobre com a presença de psicólogos e psiquiatras para expor a importância da presença da família na vida dos juvenis e os efeitos de sua ausência, principalmente em relação ao bullying. Ademais, Ong’s em parceria com o Conselho Tutelar, disponibilizem acompanhamento psicológico para as famílias com histórico de violência, com o intuito de mostrar que existe outras formas de educar-se sem precisar de agressão e mostrar para juvenis que a intimidação não deve ser naturalizada.