Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 27/06/2019
A cantora e atriz norte-americana Demi Lovato ficou famosa por seus papéis em séries e clipes da Disney, mas foi por sua luta contra o Bullying que ela conseguiu atingir ainda mais fãs pelo mundo. A prática do Bullying, no Brasil, tem se tornado crescente e comum, especialmente no âmbito educacional, o que atinge um grande número de crianças e adolescentes, expondo a fragilidade das atuais relações entre família, escola e sociedade. Há uma urgente necessidade de discorrer sobre o tema, mostrando que tal prática não é engraçada e normal, muito menos aceitável, tanto para quem pratica a agressão, quanto para quem dela é vítima, seja no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo.
Muito do que se observa no comportamento de crianças e adolescentes agressivos (aqueles que praticam os atos violentos físicos ou psicológicos) é, nada mais, nada menos, que o espelho daquilo que o próprio observa no seu dia-a-dia. A relação familiar interfere de maneira direta na educação com que o pubescente agressor trata os que estão ao seus redor. Logo, uma educação basilar fracassada condena o seu público à repetição do seu convívio no âmbito sociocultural. Xingamentos, surras, punições, chacotas são algumas das situações que podem, facilmente, serem reproduzidas.
Outrossim, a situação da vítima do Bullying vai se tornando ainda mais angustiante e deprimente, uma vez que as agressões transformam-se em rotina. Por se sentirem sozinhas, as vítimas recorrem ao silêncio e estreitamento social, dificultando ainda mais o debate sobre o tema, bem como a busca por ajuda médica psíquica, levando em consideração que a maioria dos sofrentes acabam desenvolvendo algum tipo de transtorno psicológico, tais como depressão, transtorno de ansiedade, crises de pânico e em alguns casos até mesmo a tentativa de suicídio.
Evidencia-se, portanto, que o Bullying é um tema atual e recorrente, que tem tomado novas formas e contrastes nos dias atuais. Há uma necessidade apressada de chegarmos a um caminho de ajuda, tanto para a vítima, quanto para o agressor, bem como as famílias que os acompanham. Cabe ao Ministério da Educação, juntamente com uma equipe espessa de profissionais como educadores, sociólogos, psicólogos, dentre outros, buscar a capacitação de professores e profissionais da área para atuar na parte preventiva contra o Bullying, mostrando que tal prática não pode ser vista como brincadeira passageira, visto que pode deixar marcas irreparáveis na vida de agressor e vítima. Uma vez identificado o problema, dar apoio aos dois lados da questão, não deixando de lado a ressocialização dos mesmos, evitando a penalização do autor, ou a vitimização do sofrente. Mas, acima de tudo, a questão só será resolvida quando encontrarmos um ponto de equilíbrio entres as diferenças.