Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 28/06/2019

O “bullying” é uma série de violências físicas e psicológicas praticadas por diversas crianças e adolescentes. No entanto, esse comportamento é a reprodução da agressividade em que os indivíduos, desde cedo, entram em contato. Dessa forma, essa prática tão nociva, quando não é reprimida, tende a causar transtornos psicológicos graves e a perpetuar, estruturalmente, o ódio social no Brasil.

Em primeira instância, o “bullying” é, geralmente, baseado em preconceitos consolidados. Consoante a perspectiva de Voltaire, filósofo iluminista, a discriminação deriva da opinião sem conhecimento. Nesse sentido, é possível compreender que a educação brasileira é insuficiente para promover o respeito e a diversidade. Em contrapartida, sem mecanismos pedagógicos para combater essa opressão, há uma difusão de ações que levam à baixa autoestima, depressão e ansiedade, especialmente de crianças fora do padrão e minorias sociais.

Concomitantemente, Durkheim, sociólogo clássico, compreendia o fato social como conjunto de comportamentos reafirmados por diversos instrumentos de um povo. Assim, o execício precoce da crueldade pode ser compreendido como mecanismo de naturalização da violência onipresente no Brasil. Consequentemente, a sociedade pode passar, em pouco tempo, a encarar a brutalidade com indiferença, ao ponto de resolver seus conflitos em um estado de selvageria próximo àquele narrado por Hobbes, filósofo contratualista.

Portanto, o combate ao “bullying” é necessário para preservar uma sociedade civilizada. Logo, é dever do Ministério da Educação, órgão burocrático responsável, providenciar a devida prevenção e dissolução dessa violência nas escolas. Por intermédio de palestras, reuniões familiares e ensino formal nas salas de aula, deve-se possibilitar o conhecimento necessário para incutir valores de respeito às liberdades individuais e à diversidade. Finalmente e, só assim, o Brasil terá uma geração que poderá combater a mazela social do preconceito.