Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 17/08/2019
A série da Netflix, 13 Reasons Why, relata o caso de uma estudante que comete suicídio após sofrer vários casos de bullying dentro do ambiente escolar. Apesar de ficcional, tal contexto assemelha-se ao atual. Somente em 2016, a prevenção e o combate à prática de bullying foram declaradas como lei no país, tornando evidente assim, que o problema existente há décadas, tem sua luta recente aqui e necessita ser valorizada. Portanto, deve-se analisar como a negligência familiar e o isolamento social contribuem para o alongamento desta problemática.
Antes de tudo, Émile Durkheim descreve a educação como um fato social, pois gera importante papel ao transmitir regras de comportamento. Assim, deve-se considerar o papel da família como principal agente no desenvolvimento social dos jovens. Depreende-se, desse modo, que nem todas as crianças tem um ambiente estável dentro de suas casas, podendo herdar comportamentos agressivos e violentos de seus responsáveis e espelhar este tipo de conduta dentro das escolas, a fim de se mostrar em uma condição de controle e dominação que elas não tem dentro do ambiente familiar.
Ademais, deve-se considerar o isolamento social como questão de saúde pública. A esse respeito, a violência e o medo provocados na vítima dificultam seu relacionamento social, o que eleva preocupantemente sua suscetibilidade a transtornos psicológicos e em casos mais extremos até o suicídio. Diante disto, o que se vê hoje é um efeito “bola de neve”, em que o desleixo das famílias e das escolas atrelados a omissão das testemunhas ainda contribuem para o aumento dos casos de bullying a ponto de isto se tornar nocivo ao corpo social como um todo.
Diante do exposto, percebe-se a necessidade de se discutir tais questões tanto no âmbito escolar como no âmbito familiar. Assim, a fim de fazer valer a constituição já vigente no Diário Oficial, o poder público, juntamente com o Poder Judiciário, podem fiscalizar as instituições e assim prezar pelo respeito aos direitos individuais e coletivos dentro das escolas. Além disso, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) junto com o apoio das escolas, podem chamar os pais ao debate e, com palestras e eventos, mostrar o seu papel nessa prevenção. Só assim será possível evitar que tenhamos mais casos de suicídios iguais aos mostrados nas séries de televisão, se mantendo assim, apenas como ficção e entretenimento e não uma realidade na vida dos jovens.