Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 03/09/2019
O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), lei brasileira n° 8.069, defende a proteção dos menores contra qualquer tipo de discriminação, violência, crueldade e opressão. Entretanto, hodiernamente no Brasil, torna-se evidente o não cumprimento eficaz dessa premissa, visto que meninas e meninos brasileiros têm a sua segurança comprometida ao serem vítimas do bullying, o qual os prejudicam com os seus efeitos. Sendo assim, dentre as principais questões relacionadas ao tema, têm-se: os danos à saúde psíquica e a naturalização desse mal. Desse modo, são necessárias medidas que culminem com os resultados dessa prática na sociedade.
Primeiramente, destaca-se as consequências à mente das vítimas. Nesse contexto, se insere o termo violência simbólica, utilizado pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu, que define a violência exercida pelo corpo sem coação física, na qual o indivíduo dominante legitima sua superioridade em relação ao dominado, que se sente inferiorizado. Igualmente, essa ideia se constitui como explicação do bullying. Nesse viés, sem o uso de agressões corporais, o agressor, ao humilhar a vítima mediante ofensas verbais, impõe seu controle violento sobre sua vida. Assim, os indivíduos que sofrem com essa prática, por meio de insultos psicológicos, como xingamentos, humilhações e ameaças, têm o seu psicológico abalado, o que os deixam propícios à doenças mentais, a exemplo da depressão. Dessarte, a fragilidade a qual se encontram os menores evidencia a urgência do extermínio desse problema.
Ademais, lembra-se acerca da normalização das ações violentas. Segundo o sociólogo Augusto Comte, o progresso da sociedade só é alcançado quando todos os seus membros cumprem com o seu papel. No entanto, o meio social, geralmente, se comporta com indiferença à ocorrência do bullying, já que não reconhece a gravidade desse mal, e sim, normaliza a sua ocorrência. Isso ocorre, sobretudo, porque muitas vezes os atos que caracterizam esse tipo de violência são confundidos com brincadeiras entre colegas ou coisas irrelevantes que não prejudicariam os envolvidos. Porém, o desconhecimento desse atos e sua consequente aceitação propaga cada vez mais a continuidade dessa prática. Dessa forma, a concepção errada sobre o tema confirma a necessidade de sua erradicação.
Logo, alternativas devem ser apresentadas para a resolução dessa problemática. A escola - instituição de socialização - deve promover a temática, por intermédio de filmes, pesquisas, e palestras, com o fito de conscientizar os alunos, entre eles crianças e adolescentes, sobre os resultados negativos desse costume, a fim de que haja uma mentalização coletiva que extingue todo tipo de violência entre eles. Posteriormente, a família precisa se atentar ao comportamento de seus filhos, utilizando-se do diálogo, com a finalidade de se envolverem na causa e ajudar na eliminação dos impactos do bullying.