Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 08/09/2019

No romance de R.J Palácio; “Extraordinário”, é retratado a história de um garoto de 10 anos, que nasceu com uma síndrome e por consequências possui deformações faciais. Este protagonista, por não se adequar aos padrões estéticos, sofre diversos preconceitos por parte de seus colegas, no qual acarreta a aversão do garoto ao ambiente escolar. Ademais, paralelo a comunidade brasilica hodierna, é perceptível uma similaridade dessa situação no que tange às divergências do bullying.

A alienação parental, o despreparo dos profissionais de educação e a indústria cultural são fatores que intensificam o problema. Este é justificado, conforme proferido por Adorno e Horkheimer, devido à influência da indústria cultural na padronização de preceitos impostos pela sociedade, esse é observado no âmbito escolar, quando professores e funcionários não têm preparo em lidar com a questão do bullying, e aquele é dado por uma perspectiva alienadora, na qual os filhos são submetidos a uma doutrinação ideológica seus genitores. Dessa forma, indaga-se as consequências psicossociais na reverberação dos vitimizados dessa preconceituosa prática.

Verifica-se que, segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a recorrência do bullying nas escolas brasileiras é duas vezes mais suscetível que a média de 48 instituições internacionais, uma vez que o sistema educacional pátrio carece de estrutura para o tratamento desta problemática. Em virtude disso, constata-se o elevado contigente de suicídio, onde o indivíduo prejudicado por essa coerção, vê-se como único meio de fuga a execução da própria vida.

Outrossim, percebe-se a dissociação do corpo social no detrimento do indivíduo padecente. Essa perspectiva é evidenciada por meio de um paralelo fictício com o livro “Laranja Mecânica”, em que o protagonista Alex, desenvolve ideais sociopatas provocados pela não inserção do mesmo em ambientes precursores de adaptação social. Nesse ínterim, é imprescindível a participação familiar na atenuação deste embate.

Em síntese, é perceptível as dissidências que interceptam o combate do bullying no Brasil, tanto no meio socioeducativo como no fâmulo-familiar. Dessarte, faz-se importante um ater participativo entre o Ministério da Educação e o Ministério do Trabalho, nos quais estabeleçam o treinamento de funcionários escolares e professores, por meio de um programa de detenção do bullying, cujo conteúdo aplicado por psicólogos, direcionará corretamente o corpo docente na contenção deste ato opressor, a fim de garantir a integridade dos brasileiros a respeito da vigente problemática discutida. Assim, de maneira semelhante a finalização da obra de Palácio, o combate ao bullying transcenderá na integração social destes extraordinários garotos.