Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 02/10/2019

O filme “A girl like her” (Uma garota como ela), narra os fatos da vida de Jéssica, uma menina vítima de assédio, que sofre continuas agressões, como resultado: tentativa de suicídio. Desse modo, a trama expõe os efeitos da questão e a passividade das pessoas ao redor. Analogamente, a prática do bullying (atos intencionais e repetitivos que ridicularizam alguém) se faz presente e precisa de uma resposta, visto que pode acarretar diversos transtornos psicológicos e sociais.

A priori, cabe expor os danos psicológicos dessa ação para com os acometidos. Nesse sentido, ser intimidado é uma experiência estressante em que os alvos lutam contra depressão, baixa autoestima e abuso de drogas. Por exemplo: pesquisa realizada pelo psicólogo da Universidade de Tufts, Klaus Miczek, revelou que as vítimas dessas coações possuem maiores quantidades do hormônio cortisol em áreas do cérebro de estímulos recompensadores, como drogas e violência. Pois, o corpo tenta fugir dessa situação, uma das saídas, infelizmente, pode ser o suicídio.

Outrossim, é importante ressaltar que o bullying afeta não só quem o sofre. Dessa maneira, crianças vítimas de agressão tendem a reproduzir esse comportamento ao longo da vida, consequentemente, essa opressão pode criar indivíduos violentos. Logo, casos como o massacre na escola de Suzano, 2019, onde ex-alunos invadiram a instituição e mataram 5 alunos, motivados pela humilhação e isolamento social que foram submetidos anos antes, anseiam por uma nova postura de empatia.

Em suma, atitudes intimidatórias, principalmente no meio escolar, não devem ser incentivadas. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação, por meio de revisão da Base Comum Curricular, incluir formação moral na ementa da matéria de sociologia, tendo como aliada a ampliação do acompanhamento psicológico, os quais orientarão os alunos sobre a constituição do respeito para com as diferenças e a autoafirmação, a fim de mitigar o bullying e, portanto, fomentar relações sadias e menos violentas. Assim, casos como o de Jéssica ou do massacre não se repitam.