Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 01/11/2019

A obra “Utopia” do filósofo inglês Thomas more, retrata uma sociedade perfeita, no qual as pessoas são desprendidas de conflitos, ocasionando harmonia. Fora da ficção, constata-se que esse corpo social distancia-se significativamente do Brasil hodierno, uma vez que o elevado índice de bullying rompe com meio harmônico. Diante desse cenário desafiador tem-se a carência de políticas públicas de combate efetiva e a falta de abordagem sobre esse recorte nas escolas e sociedade como promotores do caos.

A priori, é indubitável que a omissão do arranjo estatal na promoção de campanhas contra o bullying corrobora para programática. Consoante a isso, o filósofo John Locke afirma que esse impasse externa uma transgressão ao “contrato social”, haja Vista que o Poder Público não garante de forma efetiva os direitos primordiais à população. Nesse prisma, apesar de o Estado ter sancionado a lei do anti-bullying,  mostram-se que pouco avanço foi alcançado devido a carência de medidas punitivas aqueles que menosprezam ou agredem os outros, permitindo que essa prática sistemática reiterada propague-se no âmbito escolar e virtual. Como consequência disso, observa-se um grande isolamento social das vítimas ou até mesmo é evasão escolar e o suicídio.

Outrossim, nota-se ainda que a falta de veiculação dessa temática também fomenta o caos. Isso acontece porque os centros educacionais, como formadores de caráter, não debatem nas aulas e reuniões com os pais sobre tal problema, negligenciando, assim, o artigo 5º do estatuto da criança e do adolescente (ECA), no qual prever que os menores devem ser protegido de todos os tipos de violência. No entanto, esse direito é violado e o caos é naturalizado entre a sociedade conforme a teoria do habitus do filósofo Pierre Bourdieu. Além disso, percebe-se que tais vítimas adquirem traumas e fobia social, no qual ocasiona uma queda no rendimento escolar.

É evidente, portanto, que medidas sejam tomadas para romper com essa entrave no país. Destarte ,o Governo Federal, junto ao Ministério da Educação deve, por meio de projetos punitivos e campanhas, tonar mais rígida a lei do anti-bullying permitindo a punição dos infratores, bem como disponibilizar apoio psicológico as vítimas e os praticantes no fito de remediar de forma gradativa esse transtorno no Brasil. Ademais, as escolas, juntas a mídia podem, por intermédio de aulas, propagandas e palestras que abordagem sobre o preconceito e o sofrimento das vítimas, tal como propagar a existência da lei contra essa prática, no intuito de impedir a evasão escolar e o isolamento dos menores. Assim, ter-se-ia uma sociedade mais harmônica conforme o Thomas more.