Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 06/06/2020
Em “A República” de Platão, filósofo da Antiguidade Clássica, a sociedade é retratada como um meio harmônico e isento de problemas. Entretanto, na sociedade contemporânea, nota-se um cenário antagônico ao de Platão, haja vista que cada vez mais amplia-se o número de vítimas que sofrem bullying. Sob tal ótica, faz-se profícuo observar que esse impasse oriunda-se ora pela omissão das familías, ora pela inação governamental.
Em primeira análise, convém mencionar que essa conjuntura advém, em muito, das atitudes errôneas dos familiares. Em “Orações para Bobby”, o protagonista comete suicídios devido à discriminação da família, que não aceita sua homossexualidade. Desse modo, é inadmissível que em um país signatário dos Direitos Humanos, indivíduos sejam submetidos a suportarem agressões advindas do bullying de pessoas etnocêntricas. Outrossim, é indubitável dizer que os representantes governamentais atuam como agentes fomentadores desse panorama, tendo em vista que esses não investem no que se refere ao combate ao bullying nas instituições escolares. Parafraseando Paulo Freire, a escola consiste em um lugar que deve proporcionar uma cultura de paz, porém nem sempre isso acontece, pois o meio acadêmico não está adequado para acompanhar tanto as vítimas como os agressores. Por conseguinte, nota-se que os efeitos do bullying não implica apenas nas pessoas diretamente, mas também, em todos indiretamente envolvidos.
Dessarte, é mister a necessidade de ações mitigadoras para atenuar práticas de bullying. Para tanto, urge que o Ministério da Educação (MEC) invista nas escolas, por intermédio da capacitação e inserção de profissionais, como psicólogos e psicopedagogos que acompanhem e instruam as vitimas, com o fito de minimizar o bullying. Ademais, o poder midiático deve propagar campanhas destinadas aos pais, com o intuito de ajudar nas interações familiares. Dessa forma, a sociedade hodierna será similar a mencionada por Platão.