Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 03/11/2020

Raquel Palacio, em sua célebre obra “extraordinário”, descreve a história de Auggie, um garoto de dez anos que nasceu com uma deformidade genética no rosto, ao longo da trama conta a dificuldade que teve em ser aceito e relata os episódios de Bullying o qual foi submetido. Entretanto, apesar de se tratar de uma história individual, o livro de Raquel reflete a realidade do século XXI, uma vez que, na atualidade, pessoas vistas como diferente são submetidas a violência e a cenários difíceis. Nesse contexto, questões morais, educacionais e sociais devem ser postas em vigor, a fim de serem devidamente compreendidas e combatidas.

Convém ressaltar, em primeiro plano, que o problema advém, em muito, do âmbito familiar. Segundo o filósofo Immanuel Kant: “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”, diversas situações colocam os pais como principais agentes de propagação da violência como forma de mostrar superioridade e poder diante os filhos, tais atos fazem com que eles se tornem possíveis agressores, disseminando o atos agressivos e, principalmente, o bullying. Essa propagação, é identificada na elaboração da tese de “relações de poder” escrita por Foucault, que leva o indivíduo a se sentir imponderado e com isso fazer atrocidades como reflexo da educação familiar. Fica claro, portanto, que é necessário uma mudança, começando pelo próprios pais.

Outrossim, é valido destacar que o bullying se torna um ponto negativo, tanto para vitima quanto para o próprio agressor. Exemplo disso foi o ocorrido em realengo, um jovem que durante muitos anos sofreu bullying por sua aparência matou 12 alunos em sua antiga escola como forma de vingar o sofrimento que viveu durante tanto tempo. Paralelo a isso, é notório que ambas as partes são prejudicadas com ação violentas: de um lado, o agressor, que ao passar para a fase adulta pode chegar a atos ainda mais nocivos a vida, do outro, a vítima, que pode passar por problemas psicológicos, prejudicar sua formação sócio educacional e até mesmo casos extremos como depressão. Dessa forma, se torna explicito que os efeitos da não aceitação ao diferente são extremamente negativos.

Portanto, é mister que órgãos responsáveis tomem providencias para amenizar o quadro atual. Desse modo, urge que o Ministério da Educação (mec) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitarias nas escolas que visem aprofundar sobre práticas de bullying e advirtam aos pais o perigo da disseminação de tais atos, sugerindo aos professores e responsáveis criar maneiras educativas de ensinar as crianças a aceitar as diferenças. Por meio de brincadeiras educativas e debates para se expressarem sobre como se sentem, monitorados por profissionais a fim de entender as raízes do problema. Só assim, histórias como a de Auggie não iram se repetir e a igualdade prevalecerá.