Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 04/11/2020

Raquel Palacio, em sua célebre obra “extraordinário” descreve a história de Auggie, um garoto de dez anos que nasceu com uma deformidade genética no rosto, ao longo da trama conta a dificuldade que teve em ser aceito e relata os episódios de Bullying o qual foi submetido. Entretanto, apesar de se tratar de uma história individual, o livro de Raquel reflete a realidade do século XXI, uma vez que, na atualidade, pessoas vistas como diferentes são submetidas à violência e a cenários difíceis. Nesse contexto, questões morais, educacionais e sociais devem ser postas em vigor, a fim de serem devidamente compreendidas e combatidas.

Convém ressaltar, em primeiro plano, que o problema advém, em muito, do âmbito familiar. Segundo o filosofo Kant: “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”, diversas situações colocam os pais como principais agentes da propagação da violência como forma de mostrar superioridade e poder diante os filhos, tais atos fazem com que eles se tornem possíveis agressores, disseminando os atos agressivos e, principalmente, o “bullying”. Essa propagação é identificada na elaboração da tese de “relações de poder” escrita por Foucault, que leva o indivíduo a se sentir imponderado e com isso realizar atrocidades como reflexo da educação familiar. Fica claro, portanto, que é necessário uma mudança, começando pelos próprios pais.

Outrossim, é valido destacar que o “bullying” torna-se um ponto negativo, tanto para vítima quanto para o próprio agressor. Exemplo disso foi o ocorrido em realengo, um jovem durante muitos anos sofreu violência psicológica por sua aparência matou 12 alunos em sua antiga escola como forma de vingar do sofrimento que viveu durante tanto tempo. Paralelo a isso, é notório que ambas as partes são prejudicadas com ações violentas: de um lado, o agressor, que ao passar para fase adulta pode chegar a atos ainda mais nocivos à vida, do outro, a vítima, que pode passar por crises de ansiedade por medo de voltar aos locais da agressão, prejudicar sua formação sócio educacional e até mesmo casos extremos como depressão. Dessa forma, torna-se explícito que os efeitos de não aceitação ao diferente são extremamente negativos.

Portanto, é mister que órgãos responsáveis tomem providências para amenizar o quadro atual. Desse modo, urge que o Ministério da Educação (mec) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas escolas que visam aprofundar sobre práticas de bullying e advirtam aos pais o perigo de disseminação de tais atos, sugerindo aos professores e responsáveis criarem maneiras educativas de ensinar as crianças a aceitar as diferenças. Por meio de brincadeiras educativas e debates para se expressarem e como sentem, monitorados por profissionais a fim de entender as raízes do problema. Só assim, histórias como a de Auggie não irão se repetir e a igualdade prevalecerá.