Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 03/12/2020

A série “Todo mundo odeia o Chris” retrata o cotidiano de um garoto dentro e fora do ambiente escolar, no qual o bullying é abordado de forma visível e crítica. Nesse sentido, apesar do contexto americano, tal violência leva a uma reflexão sobre o seu combate e suas consequências para o psicológico da vítima no Brasil. Desta forma, deve-se analisar problemáticas, como a ausência de um plano nacional de combate ao bullying nas escolas e a falta de debate familiar sobre o tema.

Em primeira análise, vale destacar a ausência de um plano nacional de combate ao bullying nas escolas brasileiras. Embora práticas de enfrentamento a essas agressões sejam incentivadas pelo Governo, a falta de uma diretriz que possa ser aplicável ao país contribui para que as instituições de ensino não forneçam o amparo necessário à vítima e a punição exemplar ao agressor. A exemplo tem-se o “Massacre de Realengo”, em que um jovem, após anos de formado, retornou a escola onde sofria bullying e atirou em diversos alunos, o que confirma a ausência de acolhimento do aluno pelas escolas.

Outrossim, a relação entre a vítima e seus responsáveis também influencia no combate ao bullying. Em grande parte, pais e filhos não tiram tempo para conversar sobre o dia e sentimentos, o que acarreta numa relação de pouca intimidade e até frágil. Desse modo, crianças e adolescentes podem apresentar sinais, antes não demonstrados, e os seus responsáveis não perceberem por falta de proximidade. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em média, 35% dos alunos já sofreram bullying nas escolas, comprovando essa ausência de debates dentro de casa.

Portanto, dar visibilidade aos resultados do bullying é necessário. Sendo assim, o Legislativo, em parceria com especialistas em educação e psicologia, deve elaborar uma lei que ampare a vítima de bullying nas escolas, por meio da capacitação periódica de professores, abordagem em aulas interdisciplinares e apoio psicológico ao aluno e à família, a fim de gerar senso crítico social e informação. Ademais, a mídia deve criar propagandas que instiguem à família ao debate sobre o bullying e suas consequências, por meio de dados brasileiros, visando o acolhimento familiar.