Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 16/01/2021

De acordo com o filósofo Rousseau, O bem-estar social consiste em uma política pública como forma de garantir uma melhor qualidade de vida. No entanto, no Brasil, quando se observa o bullying presente na sociedade - por meio de ameaças, intimidações, podendo envolver agressões físicas e verbais - verifica-se que o ideal de Rousseau é constado na teoria e não na prática. Seus principais efeitos na população são a discriminação no ambiente escolar e a violência como autodefesa.

A princípio, a discriminação afeta diretamente o rendimento escolar dos envolvidos que são agredidos. Segundo Jean Sartre: “A violência, seja qual for a maneira, é sempre um prejuízo”. Nesse sentido, o bullying gera o prejuízo no ambiente escolar - a intimidação entre colegas colabora para o abandono estudantil. Nessa perspectiva, uma pesquisa realizada pelas Nações Unidas em 2016, mostrou que 50% dos alunos sofreram bullying por razão de gênero, orientação sexual e etnia, nota-se que o foco é a discriminação racial e homofóbica. Esse entrave resulta em uma desarmonia social e acadêmica.

Além disso, enquanto mantiver as agressões, haverá violência como autodefesa. A Declaração dos Direitos Humanos, promulgado pela Organização da Nações Unidas ONU em 1948, assegura a todos a proteção contra qualquer discriminação. Percebe-se que, na atual realidade, isso não é cumprido, pois, em 1999, no Colorado ocorreu o massacre Columbine no Columbine High School (EUA) - dois alunos foram movidos pela raiva e opressão recorrente do bullying que passaram nessa escola, eles mataram 13 pessoas e depois se mataram. Nesse contexto, é evidente o risco que o bullying causa aos jovens, essa infeliz realidade gera a morte de inocentes, e essa variante torna a lei da ONU uma utopia e não uma realidade condizente a todos.

Depreende-se, portanto, que a ONU, junto com os países que já tiveram esse tipo de massacre, inclusive o Brasil e suas autoridades, deve atuar de maneira incisiva, com o intuito de mitigar o problema. Por meio de palestras, a ONU e o Ministério da Educação vão reproduzir nas escolas, com foco do 8º ano ao ensino médio completo. As palestras serão compostas dos riscos que a discriminação pode causar e a inclusão das diferenças raciais e orientação sexual, para mostrar aos alunos que cada um tem sua particularidade. Com finalidade de reduzir o preconceito e massacres como o de Columbine. Logo, a sociedade se aproxima do bem-estar social proposto por Rousseau e cumpre a lei da ONU.